Em carta dirigida ao comissário Nielson o deputado do PCP ao Parlamento
Europeu, Joaquim Miranda manifestou o seu desagrado pela perspectiva de desqualificação
da delegação da União Europeia em Cabo Verde, transformando-a
num gabinete dependente do Senegal e manifestou a sua esperança de que
tal medida possa vir a ser reconsiderada.
Referiu a propósito que se trata de um país insular e com um
número muito limitado de representações diplomáticas
dos Estados-membros, pelo que a concretização de uma tal medida
determinaria um indesejável e acrescido isolamento do mesmo, com incidências
óbvias e negativas, inclusivamente na mobilização e na
coordenação da ajuda internacional e nomeadamente da ajuda comunitária
que lhe é destinada e de que depende em larga medida.