Paulo Raimundo marcou presença, uma vez mais, na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, para tomar contacto com as principais preocupações que afectam o sector, mas também com as potencialidades que este revela para o desenvolvimento do País.
Os problemas decorrentes das tempestades e os impactos da guerra imperialista no Médio Oriente, no aumento dos preços da energia e dos fertilizantes, estiveram presentes nos diversos contactos realizados com as estruturas do sector. Problemas que se somam ao crónico défice alimentar nacional e às crescentes dificuldades que atingem a agricultura familiar e o mundo rural, tudo isto num País onde o poder da grande distribuição vai impondo a sua lei, onde se paga cada vez pior à produção e se cobra cada vez mais à população.
Em declarações aos órgãos de comunicação social, o Secretário-Geral do PCP fez questão de reafirmar algumas das medidas urgentes que tem vindo a propor, desde logo a redução do preço dos combustíveis para níveis anteriores ao início do mês de Março e a compra pública de fertilizantes para armazenamento e distribuição à agricultura familiar.
Denunciando as diversas manobras de propaganda do Governo PSD/CDS, incluindo a diferença entre os milhões de euros anunciados — para fazer face aos prejuízos causados pelas tempestades e ao aumento dos preços do gasóleo — e aquilo que efectivamente chega ao terreno, Paulo Raimundo relembrou, uma vez mais, a necessidade de valorizar e defender a produção nacional de alimentos, questão fundamental para a soberania, o emprego, o ambiente, a ocupação do território e o desenvolvimento do País.
