Primitive Reason

De um lugar improvável, uma banda improvável. Fugindo de estilos e modas específicas, e no entanto cabendo em várias, dos Primitive Reason pode dizer-se que a música fala por si mesma. Pode dizer-se que Primitive Reason tem um espírito próprio que vai para além da soma dos seus membros, um carácter que se forma com o tempo entre disco e disco, na busca de uma expressão musical mais completa e clara.

A banda formou-se há mais de dez anos, na vila de Cascais. Depois de lançarem dois discos aclamados pela crítica (Alternative Prison, 1996 e Tips and Shirtcuts, 1998), com os quais foram galardoados com os prémios «Banda Revelação» , «Melhor Banda Nacional» e «Canção do Ano» em Prêmios Blitz sucessivos, e a participação no CD compilação de novos talentos «Tejo Beat» produzido pelo conceituado produtor Mário Caldato, Jr., os Primitive Reason partiram à procura da evolução do seu som, emigrando para o «melting pot» de Nova Iorque. O seu terceiro disco «Some of us...» foi gravado em Nova Iorque no Outono de 2000 e contou com a participação de amigos da cena nova-iorquina, tais como Bufford O’Sullivan dos Scofflaws, membros dos New York Ska-Jazz Ensemble e dos Toasters. Os Primitive Reason rapidamente se tornaram numa das mais apreciadas bandas da comunidade local, tocando em lugares como CBGB’s, The Mercury Lounge, The Knittin Factory e The Wetlands, entre outros.

Na promoção do seu primeiro disco editado nos EUA, os Primitive Reason lançaram-se na sua primeira tournée americana. Durante três meses passaram várias vezes pela mesma cidade, partilhando o autocarro com bandas como Fishbone, The Misfits, Murphy’s Law e The Pilfers. Depois de tournées bem sucedidas, a banda regressou a Portugal em 2001 para promover o lançamento europeu do álbum. Depois de dois concertos em Lisboa e Porto, a banda dedicou o resto do ano a tocar no circuito de festivais europeus com grupos tão diversos como Manu Chao, Soufly, Lamb, Rammstein, Bush, UB40, Slipknot e Nickelback.

No início de 2002 a banda decidiu fazer uma pausa nas tournées. Cada membro viajou por diferentes partes do planeta - Ásia, América do Sul, América do Norte e Europa - de forma a explorar os seus interesses individuais e colectivos noutras raízes e culturas musicais. Estas experiências acabariam por inspirar profundamente a música que pode ser ouvida nos próximos registos.

«The Firescroll» (2003), o seu quarto registom gerou estimulantes críticas entre os media e fãs, concertos e aparições na rádio e TV (incluindo perfomances ao vivo), como a do Festival Rock in Rio Lisboa em que a banda tocou perante 30.000 espectadores em conjunto com Marylin Manson, Audioslave, Deftones e The Disturbed. O vídeo para os singles «Kindian» e «Had I the Courage», também se mostrou bem sucedido, sendo votado nº1 durante várias semanas seguidas, superando bandas como Radiohead, Metallica, etc. O sucesso de «Firescroll», aliado ao poder das suas impressionantes actuações ao vivo, implicou uma nomeação para melhor banda portuguesa no MTV European Music Awards em 2003.

«Pictures in the Wall» (2005) é agora o último album dos Primitive Reason, sendo o resultado de toda a experiência da banda e da sua evolução em termos musicais. De melodias suaves a sons pesados, a banda exprime uma musicalidade única que dá vida aos contos míticos do seu vocalista. Instrumentos como a Tabla e Sitar indianas, o Didjeridoo australiano, o Djembé africano e a darabukka do Médio Oriente acrescentam um sabor étnico à mistura eclética dos seus sons Ska/reggae/dub /hardcore/metal/world music/drum and bass e grooves urbanos, mistura tão característica dos Primitive Reason.

Composição:
Guillermo de Llera – Voz, Didjiridu e percussões;
Abel Beja – Guitarras e Voz;
James Beja – Baixo e Voz;
Helder Brazete – Bateria;
João Marques – Trombone;
Ricardo «Magala» - Trompete;

Discografia:
Alternative Prison – 1996;
Types and Shortcuts – 1998;
Some of us – 2000;
Firescroll – 2003;
Pictures in the Wall – 2005;

Site:
http://www.primitivereason.com