TERRAKOTA

Dos Terrakota germina uma música vegetal enraizada na África negra que bebe sonoridades do Sahara, das Caraíbas, das Índias, do Ocidente e cresce sob o sol Jamaicano.

Na maioria dos casos, a música africana é simplesmente a expressão da vida através de sons, na qual o músico além de imitar a natureza, usando instrumentos musicais «naturais», reverte também o processo, ao pegar em sons naturais para incorpora-los na sua música. Este é o ponto de partida dos Terrakota que, baseando grande parte da sua música em harmonias e ritmos tradicionais populares africanos e usando uma série de instrumentos de vários pontos do globo, para além de instrumentos dos grupos ocidentais (baixo, guitarra e bateria), executam uma fusão cuidada em que cada novo som ocupa o seu espaço na trama rítmica sob a qual os temas se vão desenrolando.

Numa época em que a maioria das vertentes da música moderna ocidental parece avançar vertiginosamente para um beco sem saída, muitos músicos do ocidente estão a virar-se para novas referências dos quatro cantos do mundo. Procuram assim criar sonoridades frescas e dar à sua música a alma que ela tarda em encontrar no Mundo Ocidental em que quase tudo é produzido por um cérebro humano sozinho em frente ao seu mega computador. É como se, tal como o planeta Terra, em avançado estado de degradação, a música ocidental também precisasse de um processo de desintoxicação, um regresso à natureza para voltar a respirar...

Em 1999, três dos músicos do grupo, depois de alguns anos de estudo aprofundado da percussão madinga, fazem uma viagem à África Ocidental (Senegal, Mali, Burkina Faso e Costa do marfim), onde entram em contacto com uma variedade de novas harmonias e rítmicas com uma pureza e simplicidade desconcertantes. O grupo é criado logo ali e inicia as suas primeiras experiências em solo africano, bebendo ensinamentos tanto de músicos de renome como de simples cidadãos africanos. Antes do regresso, adquirem uma série de instrumentos tradicionais, construídos com matérias primas provenientes da natureza, e aprendem os rudimentos das técnicas usadas para tocá-los e construí-los. Já em Lisboa, continuam o trabalho iniciado em África e, acompanhando o crescimento do grupo, juntam-se-lhes numa primeira fase mais três elementos de proveniência musical diversa e, no ano seguinte, o último dos sete músicos actuais. Ao longo destes dois anos de trabalho o grupo vai dando passos seguros e planeados na criação de um som próprio quente e exótico e na realização de espectáculos contagiantes nos quais o público é levado numa viagem transafricana a terminar em grande Festa.

Hoje a música dos Terrakota pode ser descrita como uma efervescente fusão de sonoridades africanas provenientes tanto do continente-mãe de todos os destinos migratórios do povo africano espalhados pelo planeta, sendo todas as influências catalisadas numa reacção de energias vibrantes e explosivas. O grupo também partilha com os africanos uma forte paixão pelo reggae que duma forma geral tem em África a dimensão que o pop –rock tem no Ocidente, dando-lhe grande destaque no desenvolvimento do seu trabalho.

Os Terrakota são:
Alex, Humberto, Júnior, Francesco, Natan Rami, David.

 

Site: http://terrakota.home.sapo.pt