REALEJO

Criado em 1990, o Realejo surgiu como consequência natural do esforço de investigação e recuperação de instrumentos tradicionais portugueses realizado por Fernando Meireles. Entre estes destaca-se a sanfona, instrumento em evidência no repertório executado pelo grupo. Sendo assim, o Realejo tem percorrido todos os estilos musicais da música para sanfona, desde a Idade Média aos românticos do séc. XVIII, passando pelos compositores franceses e pela herança do folclore tradicional. O Realejo dedica-se, pois, à interpretação das tradições musicais europeias, com ênfase especial para a sanfona, instrumento que havia desaparecido do universo musical português durante o séc. XIX e que foi recuperado por Fernando Meireles, baseando-se em imagens de presépios dos séc. XVII e XVIII.

A música executada pelo Realejo, sugere uma viagem pelas harmonias celtas, com ecos britânicos e galegos em conjunto com a música de herança tradicional portuguesa. É objectivo do grupo revelar raízes tradicionais da música com as suas diversas formas de expressão, sempre com o compromisso de um projecto que se pretende cuidado e rigoroso.

Em 1995 o Realejo lança o seu primeiro CD, «Sanfonia» editado pela Movieplay. Em Julho de 1997 actuou nos «Rencontres Internacionales des Luthiers et Maîtres Sonneurs de Saint Chartier» (França), sendo a primeira vez que um grupo português se apresentou naquele santuário da música tradicional mundial. Em 1998, o grupo lançou o seu segundo CD «Cenários», editado pela Movieplay.

Fernando Meireles (Sanfona, bandolim e cavaquinho);
Amadeu Magalhães (Gaita de foles, flautas, viola braguesa, concertina, bandolim e cavaquinho);
Fernando Araújo (Baixo acústico);
Jorge Queijo (Percussões);
Miguel Veras (Viola Clássica);
Catarina Moura (Voz);
Catarina Trota (Voz).