QUINTETO RODRIGO GONÇALVES

Rodrigo Gonçalves (piano) - Nascido em Lisboa em 1972, Rodrigo Gonçalves iniciou os estudos de piano aos 6 anos de idade com a professora do Conservatório Nacional, Ana Domingues. Posteriormente, estudou música no Instituto Gregoriano de Lisboa de 1984 até 1990, altura em que começou o estudo do Jazz. Freqüentou o «I Seminário Internacional ProJazz» no Estoril, dirigido por Rufus Reid, Kenny Burrell e Clark Terry. Desde 1994 que integra a Big Band do Hot Clube de Portugal. Em Dezembro de 1994, no Coliseu dos Recreios, tocou com a Orquestra Metropolitana de Lisboa a peça «Three Pieces for Blues Band and Orchestra» de W. Russo, no âmbito de «Lisboa Capital da Cultura». Fez parte, de 1995 a 1996, do Quarteto de Carlos Barretto, tendo colaborado com músicos como Perico Sambeat e Bob Sands. Em 21 de Setembro de 1996 toca com o seu trio no Concerto de Homenagem a Luís Villas-Boas, na Aula Magna. Participou em vários Festivais de Jazz, entre os quais se destacam os Festivais internacionais de Loulé, Funchal, Angra, Matosinhos, Porto e ainda no «Jazz em Agosto» na Gulbenkian. Em Março de 1998 tocou nas comemorações dos 50 anos do Hot Clube de Portugal com o Moreiras Quinteto e o Quarteto de Ana Paula Oliveira, com o qual realizou concertos em Madrid, Roma, Berlim e Copenhaga, no famoso Tivoli. Já trabalhou com músicos como Carlos Martins, Laurent Filipe, Zé Eduardo, Jesus Santandreu, Avishai Cohen, Dave O’Higgins, Marcello di Leonardo, Stefano D’Anna, François Theberge, Mike Zwerin, John Ellis, Antonio Sanchez, Mark Turner e os lendários Von Freeman e Benny Golson. Em 2001 participou na gravação dos CDs «Ciclope» (Tone of a Pitch) do quinteto de Nelson Cascais e «A tribute to Bessie Smith» (EMI/Blue Note) de Laurent Filipe/Jacinta. Actualmente é professor da disciplina de combo na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal. Além de liderar um trio e um quinteto, toca regularmente com o Quarteto de Ana Paula Oliveira, Big Band do Hot Clube de Portugal e várias outras formações nacionais.

Perico Sambeat (Sax Alto) - Começa a estudar piano e solfejo aos seis anos de idade. Em 1980 inicia o estudo do saxofone como autodidacta. Muda-se para Barcelona em 1982, onde conclui os estudos clássicos de flauta ao mesmo tempo que se inscreve no Taller de Mùsics, estudando harmonia e arranjos com Zé Eduardo. Em 1991 muda-se para Nova Iorque e inscreve-se na New School, tendo tido a oportunidade de tocar com Lee Konitz, Jimmy Cobb, Joe Chambers, etc. Já trabalhou com Steve Lacy, Daniel Humair, Fred Hersch, Bob Moses e Louis Bellson, entre outros. Já tocou em festivais e clubes por todo o mundo. Possui mais de 10 discos gravados como líder, tendo já participado em mais de 40 gravações. Entre os numerosos prémios que ganhou merecem especial destaque os seguintes: 1º lugar na Muestra Nacional de Jóvenes Intérpretes de 1990, quatro prémios «Jazz entre amigos» (melhor grupo em 1987, 1998 e 1990 e melhor solista em 1990), melhor saxofonista alto espanhol pela revista Satchmo Jazz 1996 (votação dos leitores), melhor saxofonista de 1994 e 2000 (Associação de músicos da Catalunha) e 2001 (Associação de músicos de Jazz de Valência).

Mário Delgado (Guitarra) - Mário Delgado começou os seus estudos na Escola de Jazz do Hot Clube, ainda quando José Eduardo e David Gausden leccionavam na cave da Praça da Alegria. Prosseguiu os seus estudos na Academia dos Amadores de Música e prolongou a sua formação envolvendo-se em ateliers com alguns dos mais importantes guitarristas de Jazz contemporâneos como Barney Kessel, John Abercrombie, Bill Frisell e Atilla Zoller, ou com mestres como Jimmy Giuffre, David Liebman, Steve Lacy, Han Bennink, Paul Motian e Joe Lovano, entre outros. Em 1992 junta-se ao guitarrista José Peixoto e ao percussionista José Salgueiro para desenvolver um projecto que culminará na gravação do álbum «Taifas», cruzando um espaço musical que se abria ao universo das sonoridades árabes e mediterrânicas também presentes na música do cantor Janita Salomé, com o qual Delgado também gravou. Divide-se actualmente entre vários projectos, nomeadamente o seu próprio grupo «Filactera» (uma aventura pela Banda Desenhada!) e o Trio de Carlos Barretto. Quase todos estes projectos têm já discos editados: «Filactera», «Suite da Terra», «Silêncios» e «Radio Song». Com Maria João e Mário Laginha, participou na digressão europeia de «Danças» e na gravação do mais recente disco «Undercovers».

Alexandre Frazão (Bateria) - Natural do Rio de Janeiro, vive em Portugal desde 1987. Estudou com Alan Dawson, Kenny Washington e Max Roach, com quem participou num Workshop-concerto (Jazz em Agosto 95) na Fundação Calouste Gulbenkian. A sua actividade musical caracteriza-se pela multiplicidade de estilos, embora a principal referência seja o jazz e a música improvisada. Entre as gravações que efectuou destacam-se os discos «Tempo» de Pedro Abrunhosa, «Hoje» de Mário Laginha e «Navegantes» de Rão Kyao, representando assim a sua versatilidade em vários estilos. É co-fundador do grupo Ficções (CD`s «Aqua» e «Zambra») e Tim Tim por Tim Tum (CD «Diálogos de Bateria»). É membro da Orquestra «Sons da Lusofonia» (CD «Caminho Longe»).