Paulo de Carvalho
A voz

Considerado por muitos como a grande voz da música portuguesa, Paulo de Carvalho é sem dúvida um nome incontornável no nosso panorama musical das últimas décadas. Depois de ter assinalado os 40 anos de carreira na última Festa do «Avante!», o cantor volta a ocupar um lugar de relevo da programação deste ano.

Temas como «E Depois do Adeus», «Gostava de Vos Ver Aqui», «Nini dos Meus Quinze Anos», «Dez Anos», «Prelúdio (Mãe Negra)», «Um Beijo à Lua», «Os Meninos de Huambo», «Mulher é vida», «O Fado», entre muitos outros sucessos que permanecem na memória colectiva, voltarão a ouvir-se na Festa, num espectáculo que como sempre cativará públicos de todas as idades.

Paulo de Carvalho funda os «Sheiks», em 1965, onde canta e toca bateria. Participa na criação ou como convidado noutros importantes grupos musicais dessa época. «Fluído», «Banda-4», «Thilo’s Combo», etc.

Como intérprete, venceu duas vezes o Festival RTP da Canção. Conquistou prémios em Festivais na Bulgária, Polónia, e Bélgica. Obteve o 2.º lugar em Viña Del Mar, (Chile). Deu concertos por esse mundo fora, designadamente Espanha, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Reino Unido, Canadá, EUA, Brasil, Macau, Senegal, Costa do Marfim, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, etc.

Em 1985, adopta o Fado e o seu disco «Desculpem Qualquer Coisinha» torna-se no maior êxito de vendas da sua carreira. Como autor-compositor tem mais de 250 canções escritas, destacando-se numerosas colaborações com poetas, escritoras e músicos como Ary dos Santos, Assis Pacheco, Ivan Lins, Dulce Pontes, Joaquim Pessoa, Virgílio Massingue, Mafalda Veiga, Maria Barroso, Ana Zanatti, Simone de Oliveira, Alda Lara, Né Ladeiras, Isabel Ruth, entre outros.

Para Carlos do Carmo, escreveu temas como «Lisboa Menina e Moça», «Os Putos», «O Homem das Castanhas» ou «Cacilheiro», todos com letras de Ary dos Santos.

Participou em centenas de eventos de solidariedade, desde campanhas de angariação de fundos ou de sensibilização bem como em espectáculos em favor de organizações dos mais variados tipos, desde corporações de bombeiros, hospitais, organizações de doentes específicos, etc.

Na história da democracia portuguesa ficará como o intérprete de «E Depois do Adeus», que serviu como primeira senha para as operações militares revolucionárias na madrugada de 25 de Abril de 1974.