De há muito que se avolumavam sinais de descontentamento perante: a rapina de géneros (para a Alemanha); o evoluir do mercado negro, propiciador do enriquecimento rápido à custa da fome dos trabalhadores; e o garrote salarial imposto pelo regime fascista. - Na Covilhã, já em Novembro de 1941, a greve dos operários têxteis, tinha sido violentamente esmagada pelas forças militares e militarizadas. Em Outubro e Novembro de 1942, um novo surto grevista agitara as empresas em Lisboa e na Margem Sul. E, desde Janeiro de 1943, as populações saíam à rua, reclamando pão, desfilando em marchas da fome, recusando jornas e exigindo aumento dos salários. Em síntese, generalizara-se o protesto, perante um regime brutal, surdo e cego.
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