| "A Fortuna",
de Aristófanes
Concebida para ser representada nos
largo de aldeia e nas casas do povo nos meses de Primavera
e Verão, esta produção é uma parte
central do projecto a longo prazo do Teatro ao Largo de levar
de volta um teatro enérgico e acessível ao Alentejo
Rural.

"A Fortuna", escrita no Séc.
V ac (tradução de Pureza Pinto Leite), é
a última das Comédias Áticas do mestre
grego Aristófanes. É uma peça leve e
de rápida acção, povoada por deuses,
camponeses rudes, informadores do governo e pedintes, os quais
não estariam deslocados numa peça de Gil Vicente.

Menosprezada durante séculos como sendo
apenas uma escapadela à fantasia, "A Fortuna"
é reconhecida hoje em dia como sendo uma demonstração
inerente das naturezas irreconciliáveis da riqueza
e justiça, do bom comportamento e a felicidade material.
Os temas centrais são a eterna atracção
pela riqueza e a prosperidade e o problema da desigualdade
de distribuição de bens, revelando as nossas
esperanças partilhadas de escapar à pobreza
e às suas tendências de divisão social.

Aristófanes no Alentejo
Mantendo-se fiel ao texto original, esta versão
foi transportada da Grécia Antiga para o Cercal do
Alentejo nos anos sessenta, onde os temas centrais da influência
corrupta do dinheiro, a desigualdade da distribuição
de riquezas, e o efeito dormente da pobreza constante, têm
especial relevância.

A peça é rica em comédia,
música ao vivo e interacção com o público.
As inúmeras personagens serão representadas
por um elenco de cinco actores e músicos. A encenação
e cenários serão simples e adaptáveis
aos mais diversos espaços, incluindo Casas do Povo
e Salas de Teatro convencionais.

Encenação e Música
Original de Stephen Johnston.
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