Intervenção de Licínio de Carvalho, membro do Comité Central, XV Congresso do PCP

A Festa do «Avante!»

Em nome do Colectivo Permanente da Festa do «Avante!» saudamos calorosamente o XV Congresso e através dele todo o nosso Partido.

A Festa do «Avante!», a Festa do Partido, a nossa Festa tem 20 anos. Lembrando as suas 20 edições é de realçar um traço comum a todas elas: um traço de juventude, de alegria, de criatividade, de dedicação e de militância do nosso colectivo Partidário.

Não sendo possível, no pouco tempo de que dispomos, dizer tudo sobre os mais diversos e importantes aspectos da nossa Festa parece-nos justo destacar a sua contribuição em alguns aspectos essenciais da actividade do nosso Partido.

A realização da Festa é uma oportunidade para divulgarmos junto dos visitantes - comunistas e não comunistas - as propostas do Partido para a resolução dos mais variados problemas nacionais; é uma oportunidade para mostrar o empenho e a capacidade de realização dos comunistas portugueses; é uma oportunidade para através do trabalho e militância fortalecer a Organização e o carácter nacional do Partido; é também uma oportunidade, a nosso ver nem sempre bem aproveitada, de estabelecer novos contactos, alargar a nossa influência e reforçar a Organização do Partido; Segundo os dados disponíveis dezenas de milhar de visitantes, sobretudo jovens, não são militantes do Partido ou da JCP e muitos deles estarão disponíveis para, se abordados, ingressarem nas nossas fileiras como se comprova pelas iniciativas de recrutamento este ano levadas a cabo. Se formos capazes de melhorar a nossa acção melhoraremos, certamente, os seus resultados.

A Festa do Avante é ainda uma oportunidade para manifestarmos a nossa solidariedade fraterna para com outros povos que lutam pelos seus direitos.

A Festa deverá continuar a contribuir para fortalecer alguns aspectos fundamentais da vida do nosso Partido:

- irá permitir que muitos visitantes das mais diversas camadas sociais conheçam melhor as propostas dos comunistas;

- irá garantir e reforçar a ligação de muitos militantes e simpatizantes à vida do Partido, quer no trabalho nas suas organizações quer na construção e funcionamento na Quinta da Atalaia;

- continuará a ser um local de convívio, de amizade e de camaradagem entre democratas de todo o país;

- continuará a permitir a muitas centenas de jovens o seu primeiro contacto com o trabalho fazendo sair das suas mãos e da sua criatividade quer a construção, quer o projecto, quer o funcionamento desta cidade de 3 dias;

- vai continuar a permitir sentir o verdadeiro valor da palavra generosidade, em contraponto aos valores egoístas que é o ideário dos valores da direita;

- vai continuar a permitir um espaço de liberdade;

- vai continuar a permitir a revelação de novos quadros do nosso Partido, que noutras condições continuarão a assegurar as lutas nas mais diversas e complexas condições.

Nas novas condições que hoje a Quinta da Atalaia nos permite, e que foram construídas pelo esforço e abnegação dos amigos da Festa — comunistas e outros democratas —, a Festa será sempre uma grande realização nacional do calendário de actividade do Partido.

Camaradas, ouvi um dia a um de vós dizer que a militância deve ser gratificante, permitam-me que termine dizendo que me é muito grato trabalhar convosco na construção da nossa Festa.

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