Intervenção de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Sobre a crise migratória e situação humanitária na Venezuela e nas suas fronteiras

Tudo vale para criar as condições que justifiquem uma intervenção na Venezuela. A narrativa para procurar inventar uma crise humanitária, agora uma crise migratória, não conhece limites. A primeira, é desmentida por relatores da ONU. A segunda, são os próprios dados do EUROSTAT que desmentem, com níveis negligenciáveis de aprovações de pedidos de asilo na UE.
Ninguém nega, nem as autoridades Venezuelanas, a grave crise económica que o país atravessa, os seus impactos sociais e o aumento dos fluxos migratórios, resultado das sanções, do boicote económico, ou do apoio à desestabilização interna e da violência resultante.
Portugal registou entre 2011 e 2017 três quartos de milhão de emigrantes, 309 mil permanentes, resultado das políticas da troika e da austeridade.
Em comum, encontramos políticas sancionadas pela UE, de cariz intervencionista, que promovem a pobreza, as desigualdades, que atentam à soberania dos Estados e que não servem os interesses dos povos, em particular os interesses da comunidade portuguesa na Venezuela, tão pouco do povo português.

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