Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Sobre a atribuição de prémios na TAP

O PCP sublinha que, mais do que a atribuição de prémios de forma discricionária a um restrito número de funcionários da TAP, aquilo que se exige por parte da administração da empresa é uma política de valorização dos salários para todos os trabalhadores, de respeito pelos direitos e pela contratação colectiva.

Esta decisão não pode ser desligada das opções inerentes à gestão privada da TAP. Uma privatização que, concretizada pelo governo PSD/CDS, o Governo minoritário do PS se recusou a reverter por inteiro optando por uma participação do Estado em 50% da empresa, entregando a gestão ao capital privado.

Para o PCP, a TAP, pela função que assume enquanto companhia aérea de bandeira, pelas receitas e contribuições que proporciona, pelos postos de trabalho que assegura, tem uma importância estratégica para o País e para a economia nacional. Mais do que a recriminação desta ou daquela medida, como fez agora o governo minoritário do PS, o que a actual situação exige é uma política que aponte para a recuperação do controlo e da gestão pública da TAP, colocando-a ao serviço do desenvolvimento do País.

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