Posições Políticas

Sobre os acontecimentos do 11 de Março

1. Tal como afirmámos no nosso comunicado de anteontem, no dia 11 de Março a reacção sofreu uma grande derrota na tentativa de subverter, através duma criminosa acção armada, o regime democrático instaurado em 25 de Abril. Mais uma vez as forças interessadas em repor no poder o fascismo derrotado jogaram forte e perderam. Muitos dos conspiradores foram presos, os seus objectivos postos a nu.

Sobre a tentativa de golpe do 11 de Março

1. Uma vez mais, no dia 11 de Março de 1975, a reacção tentou um golpe, conseguindo desta vez lançar um ataque de forças armadas aéreas e terrestres contra uma grande unidade militar, o Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, além de outras acções militares de menor envergadura.

Sobre a escalada de violência e anarquia

1. Assiste-se actualmente em todo o País a uma escalada de violência e anarquia inspirada e estimulada pela reacção para servir os seus objectivos de combate ao processo democrático.

Sobre a Apresentação de Candidatos à Assembleia Constituinte

1. O Comité Central do Partido Comunista Português, em reunião ampliada realizada no dia 2 de Março, examinou as questões relativas às próximas eleições para a Assembleia Constituinte.

Sobre a participação do PCP nas eleições para a Assembleia Constituinte

O Comité Central do Partido Comunista Português reuniu, em sessão plenária e ampliada, no dia 2 de Março de 1975, no Centro de Trabalho da Comissão de Freguesia de Alhandra.

Os 70 participantes na reunião representavam as organizações do Partido de todos os distritos do continente e das ilhas adjacentes.

Sobre a decisão de criar a União da Juventude Comunista

Considerando a crescente luta da juventude trabalhadora em defesa das suas reivindicações e aspirações especificas e a sua participação activa e destacada no processo democrático em curso;

Considerando a ampla adesão da juventude trabalhadora aos ideais do socialismo e do comunismo e a sua entusiástica participação nas iniciativas e actividades de massas do Partido Comunista Português;

Sobre a presente campanha anticomunista

1. Está a viver-se actualmente um recrudescimento externo do anticomunismo. Não se trata apenas do tradicional anticomunismo da reacção fascista e seus aliados, cuja propaganda desde sempre pintou os comunistas como inimigos da pátria, da família e até do próprio homem.

Saudação ao MPLA

Ao Conselho Director do Movimento Popular de libertação de Angola

Queridos Camaradas:

Sobre as manobras da NATO

1. É conhecida a posição do PCP, constante do seu Programa, acerca da NATO e da participação de Portugal na organização atlântica. Tal posição confere ao PCP particular autoridade para afirmar que, após o 25 de Abril, na complexa situação nacional e internacional, seria particularmente perigosa para a jovem democracia portuguesa uma política precipitada e aventureirista em relação à NATO.

O PCP e o momento político

A revolução democrática atravessa um momento que pode ser decisivo. Os debates, divergências e polémicas em torno de problemas concretos imediatos não podem impedir a visão mais ampla da perspectiva revolucionária.