Intervenção de José Torcato, Vereador da CDU na Câmara Municipal de Guimarães, Debate-Desemprego,precariedade,pobreza-Aface real da União Europeia

A pobreza e situação social em Guimarães

Boa tarde a todos um abraço fraterno a todos e em especial aos camaradas que estão aqui europeus o representante do Partido Comunista Grego, a representante do Sin Fein e o representante da Esquerda Unida . Caros Camaradas e amigos com a crise financeira e económica a alastrar e a prolongar-se no país e no concelho crescem as desigualdades sociais e as dificuldades de respeitar e cumprir obrigações, o número crescente de cidadãos que procura ajuda para pagar a renda, da factura da água da luz e do gás. O adensar da crise está a atirar para as margens da sociedade famílias que vivendo em condições de habitabilidade aceitáveis se vêm repentinamente numa situação financeira preocupante que as impede de liquidar rendas até então acessíveis aos respectivos orçamentos. A este grupo se súbitos carenciados junta-se um outro o das famílias que deixaram de poder honrar compromissos bancários associados a empréstimos para a aquisição de habitação, registe-se que este não é um quadro resultante duma conjuntura pontual de crise o programado ataque da troika neoliberal veio acelerar um processo de erosão da vida social que nega aos portugueses direitos fundamentais e inegociáveis; assim num passado recente a situação no concelho revelava urgente preocupação, denunciavamos então e passo a citar “ a nossa região tem cerca de 50 000 desempregados dos quais 70% é desemprego de longa duração e um elevado nível de precariedade, os baixos salários e o aumento constante do custo de vida obrigam a encontra maneira de compor o ordenado ao fim do mês dão-se horas fazem-se trabalhos por fora recorre-se à duplicação da jornada de trabalho roubando tempo à nossa vida com inevitáveis consequência na produtividade na saúde e no acompanhamento dos nossos filhos e das nossas famílias, 114 224 reformados recebem uma pensão média de 316 euros pouco mais de 60 contos para sobreviver a situação em geral nas empresas na região de Vale do Ave é má e muitas sem encomendas e outras que vão falindo e outras que caminham para a insolvência e o encerramento. Nos últimos 3 anos emigraram cerca de 10 mil trabalhadores a maioria com profissões de referência e mesmo jovens licenciados ou com formação acima da média. Há freguesias que viram a população sair como nos tempos anteriores ao 25 de Abril e como dizia a canção “não foi por vontade nem por gosto” que estes homens e mulheres deixaram a sua terra, estavamos a 1 de Julho de 2008. A Esta situação o governo PSD/CDS respondeu com a culpabilização dos portugueses em geral e dos trabalhadores e sindicatos em particular e tendo por meio ou apoio o cutelo da crise pôs em marcha uma politica de reconfiguração da democracia portuguesa com resultados terríveis no tecido económico e social do país e do concelho assim para todas essas vítimas da crise a Câmara surge como ponto de abrigo e se o número de habitações sociais de que é proprietária não acompanha a procura há um outro instrumento criado o subsidio municipal de arrendamento que neste momento já apoia mais de 300 famílias embora muitas mais tenham sido rejeitadas pela aplicação de um regulamento severo desmascarado pela CDU, um regulamento baseado na receita desumanisada do Ministério da Segurança social que exclui mais do que inclui mas a crise não se revela só na procura da habitação social ou nas candidaturas ao subsidio de arrendamento está a aumentar o número de famílias dos Bairros municipais com rendimentos cada vez mais magros engrossando o numero dos que por todo o concelho necessita de apoios financeiros para sobreviver expulsos pela engrenagem desumana do rendimento social de inserção engrenagem continuamente revista em baixa pelo governo associados aos problemas do desemprego da perda da habitação da perda de rendimentos estão os problemas da saúde da falta de dinheiro para transportes para as taxas moderadoras para os tratamentos infelizmente tudo indica que a crise se vai agravar e nessa perspectiva mais famílias serão lançadas no desespero serão despejadas cortará no pão nos cuidados de saúde nas idas ao médico e quando as margens do rio não param de apertar ao rio só lhe resta transbordar.

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