Intervenção de Jaime Toga, membro da Comissão Política do Comité Central, Encontro Nacional do PCP «Não ao declínio nacional. Soluções para o País»

Luta de massas

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O rumo de desastre imposto por 38 anos de política de direita e 28 anos de integração capitalista da União Europeia, tem vindo a enfrentar a resistência e a luta dos trabalhadores e do povo.

Uma luta que foi crescendo e reforçando laços de unidade, forjando determinação e combatividade, recusando resignações e afirmando coragem e dignidade de todos aqueles que não aceitam ver o país a afundar.

Luta que, mesmo numa correlação de forças profundamente desfavorável, permitiu alcançar vitórias designadamente no aumento de salários, na defesa e reposição de horários de trabalho, na recusa da imposição do banco de horas e no combate à precariedade.

Luta contra esta política de exploração e empobrecimento que contou com papel central dos trabalhadores, mas que teve igualmente a participação da juventude e dos estudantes, dos reformados, das mulheres, dos moradores dos bairros sociais, dos utentes, dos PME`s e de muitas outras camadas e sectores cada vez mais sufocados pela política de direita.

Com todos estes que lutam e resistem, o nosso Encontro Nacional partilha a determinação em dizer não ao declínio nacional. Mas daqui também apontamos as soluções para o país.

Fazemo-lo pela urgência de pôr fim ao empobrecimento, às injustiças e ao drama de milhares de famílias; pela necessidade de aproveitar as potencialidades do país e coloca-las ao serviço dos trabalhadores, do povo e do seu bem-estar; e porque temos a convicção de que é possível!

Sim, é possível romper com este rumo, abrindo caminhos à concretização de uma política alternativa, por um Portugal soberano e desenvolvido, comprometido com os valores de Abril.

A concretização da política alternativa, patriótica e de esquerda, verdadeiro imperativo nacional, reclama o reforço do PCP (com a ampliação decisiva da sua influência social, política e eleitoral) e a alteração da correlação de forças, mas depende igualmente do vigoroso desenvolvimento da luta de massas. Uma luta que conflua para a criação de uma vasta frente social onde sobressaem os trabalhadores, a juventude, os democratas e patriotas que séria e convictamente empenhados numa ruptura com a política de domínio do grande capital e de abdicação dos interesses nacionais. Uma corrente de mudança que diga não à submissão do País aos interesse do imperialismo, que seja capaz de abrir caminho ao desenvolvimento económico, ao progresso social e à afirmação soberana do interesse nacional.

Confrontados no dia-a-dia com um governo politicamente derrotado e socialmente isolado, que acentua a propaganda e intensifica a sua acção destruidora; com um PS que insiste em manter amarras com a política de direita e os interesses do grande capital; e com a fabricação sistemática de ilusões para salvar a política de direita… ganha força aos olhos de cada vez mais portugueses a necessidade de acabar com a alternância e abrir caminhos a uma vida melhor, num Portugal com futuro: um país livre, justo, desenvolvido e soberano.

Este anseio de cada vez mais portugueses que sonham e agem contra a rapina e a destruição está ao nosso alcance. A possibilidade da sua concretização depende dos trabalhadores e do povo. Da sua vontade, do seu voto da Coligação Democrática Unitária, PCP-PEV, e da sua luta.

Por isso, afirmamos que a intensificação da luta é factor decisivo e determinante para enfrentar, conter e derrotar a ofensiva em curso; mas é igualmente a condição indispensável para defender e repor direitos, promover avanços reivindicativos, derrotar este governo e a sua política, assegurar a ruptura com a política de direita e criar condições para a concretização de uma alternativa patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril.

A intensificação, alargamento e multiplicação da luta de massas, que integra o processo de luta pela política patriótica e de esquerda e um governo que lhe dê corpo, terá um momento de importante convergência na acção de luta convocada pela CGTP-IN para o próximo sábado, dia 7 de Março, com manifestações contra a exploração e o empobrecimento, em defesa de uma alternativa que valorize salários, defenda o emprego com direitos, as funções sociais do estado e os serviços públicos.

E no próximo sábado, quando nas capitais de distrito muitas dezenas de milhares de pessoas saírem à rua, certamente dirão que a luta não desarma, que prosseguirá no dia seguinte, em cada empresa, em cada local de trabalho, em cada rua ou bairro que sofre com a política de direita.

Dirão que somos muitos e trabalharemos para sermos ainda mais. Dirão que no dia 13 muitos trabalhadores da administração pública voltarão à luta em defesa do emprego, contra a mobilidade, por horários adequados e salários justos e contra a municipalização das funções sociais do Estado.

Dirão que esta juventude, apesar de fortemente atacada, tem ânimo, força e determinação para honrar o património de luta do nosso povo, que na semana de 23 a 28 farão grande acções por todo o país, culminando numa manifestação em Lisboa.

Dirão que há um povo que, ao contrário do governo, não está de cócoras perante os senhores do grande capital, um povo que não capitula, que tem dignidade, que sabe honrar a sua história. Um povo que resiste e luta. Um Povo que confia na possibilidade de – com a sua luta, a sua opção e o seu voto – construir uma alternativa.

Alternativa que reside na CDU enquanto grande espaço de convergência de todos os que estão descontentes com este rumo e reclamam uma ruptura com a política de direita.

A Coligação Democrática Unitária, que tem um percurso de coerência, que fala verdade e é consequente no seu percurso de trabalho, honestidade e competência.

A Coligação PCP-PEV, que se afirma como a grande força aglutinadora de todos os que reclamam uma mudança que resgate o país do abismo, que afirme a nossa soberania, que garanta a justiça fiscal e a distribuição da riqueza para assegurar salário e pensões dignos.

Somos nós, os comunistas, os ecologistas e milhares de outros democratas que damos consequência à luta que, com a força do Povo, construirá um país com futuro.

Viva o PCP!

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