Partido Comunista Português
Rodeia Machado - Nota da Direcção da Organização na Emigração do PCP
Segunda, 06 Novembro 2000
dos 25 anos deste Sindicato, deslocou-se a Paris o Deputado Rodeia Machado, que fez vários contactos com a comunidade portuguesa e as suas estruturas representativas.

 

No dia 3 de Novembro, foi recebido, a seu pedido, por representantes sindicais portugueses da CGT e CFDT, do Banque Franco Portugaise em Paris, para uma troca de impressões quanto a fusão deste banco com a Caixa Geral de Depósitos. Foram analisadas as preocupações dos trabalhadores envolvidos neste processo de fusão, face ao desconhecimento das formas de fusão e o processo quanto ao futuro destes trabalhadores. De realçar que, quer na Caixa Geral de Depósitos, quer no Banque Franco Portugaise, trabalham cerca de 460 trabalhadores e destes cerda de 80% são portugueses. O Deputado Rodeia Machado vai fazer requerimento à Caixa Geral de Depósitos, no sentido de ser esclarecido e esclarecer os trabalhadores sobre o processo em curso.

Ainda no dia 3 de Novembro, esteve presente numa reunião da Federação das Colectividades Portuguesas em França, a convite desta Federação, cuja ordem de trabalhos versou a questão da inscrição dos portugueses como eleitores nas eleições municipais em França. Estiveram presentes cerca de 50 dirigentes associativos e foi ali feito o apelo à participação para a inscrição que decorre até final de Dezembro de 2000.

No dia 4 de Novembro foi celebrado o 25º Aniversário do STCDE, com a participação de 70 elementos do Sindicato e convidados da Federação dos Sindicatos da Função Pública. A iniciativa que decorreu em volta do aniversário, fez o balanço da luta pela conquista do Estatuto dos profissionais das Missões Diplomáticas e a sua integração na Função Pública.

Rodeia Machado, em nome do Grupo Parlamentar do PCP saudou o Sindicato e a luta de todos os trabalhadores das Missões Diplomáticas, ao longo dos 25 anos e sobretudo a Comissão Directiva e o Secretário-Geral do Sindicato que ao longo destes anos não se deixaram vergar pela pressão constante do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e lembrar ainda que só na unidade dos trabalhadores é possível conquistar a aplicação do estatuto profissional e a dignificação da profissão.

Estes trabalhadores, tal como milhões de outros na Diáspora, são emigrantes que procuraram longe de Portugal aquilo que aqui não encontraram - o direito ao trabalho e a salário digno.