Intervenção de Susana Ramalho, Membro da Comissão Concelhia do Barreiro, Encontro Nacional «Alternativa patriótica e de esquerda. Soluções para um Portugal com futuro»

Estilo de campanha, campanha indirecta, intervenção local, associações e colectividades

Estilo de campanha, campanha indirecta, intervenção local, associações e colectividades

Camaradas,

Quero antes de mais saudar o Encontro Nacional do PCP, que uma vez mais reafirma a força do nosso grande partido.

Temos um grande ano pela frente, cheio de desafios que enfrentaremos em condições muito particulares.

A actual situação nacional, com um governo minoritário do PS e uma correlação de forças na Assembleia da República que nos tem permitido influenciar decisivamente no sentido da reposição de direitos e avanços que melhoraram a vida dos trabalhadores e do povo português, coloca-nos desafios novos, mas também grandes oportunidades que precisamos de saber potenciar e transformar em reforço eleitoral da CDU.

Sabemos que avançamos para este ano de batalhas eleitorais em desvantagem clara no que diz respeito ao acesso aos meios de comunicação social dominantes e a braços com uma ofensiva ideológica cada vez mais forte e constante, quer seja com o aproveitamento de temas internacionais, quer seja com falsidades e calúnias e nível nacional.

É determinante que saibamos construir uma campanha dinâmica, com forte presença na rua, uma campanha de esclarecimento e afirmação do nosso projecto baseada no contacto directo com os trabalhadores e as populações, mas não deixando de dar atenção à utilização dos meios electrónicos e redes sociais, de forma sistemática e consistente.

As organizações locais têm um papel importante a desempenhar neste contacto, pelo seu carácter de proximidade às populações.

Nas acções de contacto e de propaganda, pelo que criam de oportunidades de conversa pela proximidade que têm com aqueles a quem nos dirigimos, mas também no dia-a-dia das freguesias, nas conversas de café, à porta da escola ou com amigos e vizinhos, onde é importante que tenhamos sempre presente a necessidade de esclarecer e influenciar, de lembrar que mais votos na CDU representam mais deputados eleitos, sejam para o Parlamento Europeu ou para a Assembleia da República, e portanto mais força para defender os interesses dessas mesmas populações.

Para que isto seja possível, é necessário que as organizações conheçam a fundo as nossas propostas, que todos os militantes estejam munidos com os argumentos que demonstram a importância do voto na CDU: reafirmando o papel do PCP em medidas concretas como a reposição das 35 horas para a Função Pública, a reposição dos feriados, a gratuitidade dos manuais escolares para o ensino secundário ou a valorização, mesmo que limitada, das reformas, entre muitas outras.

É também necessário um trabalho de planificação das acções de campanha, dando destaque às grandes acções de massas mas apostando também nas pequenas: os debates de bairro ou de célula, as distribuições à porta das empresas da zona, que mesmo tendo poucos trabalhadores são trabalhadores, o contacto nos mercados locais ou nas zonas de concentração da população.

A listagem dos pontos-chave de contacto, quer seja pela forte presença de eleitorado da CDU, quer seja por forte presença de trabalhadores, ou ainda por identificação com lutas específicas dessa população (a construção de Centro de Saúde, a ausência de transportes públicos, o recém encerramento de serviços públicos, etc.) é relevante nessa planificação da campanha.

Uma planificação cuidada, com identificação dos melhores horários e dos melhores camaradas a participar, não só pode ser determinante no sucesso da acção como nos ajuda a ser mais eficientes na gestão da disponibilidade dos militantes e quantidades de propaganda a usar.

A presença dos eleitos locais, estejamos nós em maioria ou minoria nas autarquias, é igualmente importante, desde logo pela proximidade que mantém com a população, mas também porque reforça a imagem de um projecto único, a nível local e nacional. Permite a identificação da confiança que as populações depositam nos nossos eleitos locais com o projecto nacional da CDU.

Por outro lado, a presença de comunistas em estruturas unitárias e movimento associativo é também um factor que deve ser aproveitado.

Muitos dos nossos militantes têm presença activa em comissões de utentes, comissões de moradores, associações de pais, colectividades e outras organizações em que, pela força do seu exemplo de trabalho e dedicação, são um excelente cartão-de-visita do nosso partido, o que por si só é uma tarefa importante para o PCP. Estas estruturas proporcionam um grande alargamento da nossa esfera de influência e, também por isso, há que estar atento a todas as oportunidades de intervenção e esclarecimento.

Mas podemos ir mais longe, utilizando essa presença como forma de influenciar mesmo que de forma menos directa.

Desde logo potenciando a dando força às lutas justas das populações e valorizando sempre que possível o contributo do partido para essas lutas. São muitos os exemplos por este país a fora, desde movimentos de reposição das freguesias roubadas até às muitas lutas em defesa dos serviços públicos.

Nas associações de pais ou de reformados, valorizando os avanços possíveis graças à intervenção do PCP, potenciando contactos com o partido com vista à resolução de problemas específicos.

Também no Movimento Associativo, locais habituais de reunião da população, seja através da escolha de temas para iniciativas da própria associação ou dando espaço a iniciativas da CDU, de que são exemplo iniciativas em torno do 45º aniversário do 25 de Abril.

Este é um trabalho que exige uma forte ligação destes camaradas ao partido, reunindo regularmente e discutindo abordagens, mas é um trabalho que sem qualquer dúvida nos permite ir mais longe.

No fundo, trata-se de dar corpo a uma verdade que todos nós sabemos, onde há um comunista há trabalho do nosso partido e há um passo que podemos dar em frente, para o reforço do resultado eleitoral da CDU nas batalhas eleitorais que se avizinham.

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