Intervenção de João Dias Coelho, Membro da Comissão Política do Comité Central, Encontro Nacional «Alternativa patriótica e de esquerda. Soluções para um Portugal com futuro»

Batalhas eleitorais, jornada de intervenção política e de massas e o reforço do Partido

Batalhas eleitorais, jornada de intervenção política e de massas e o reforço do Partido

Partido de projecto e de luta que tem no plano imediato o objectivo de repor e conquistar direitos, o Partido Comunista Português encontra na luta dos trabalhadores e das massas populares, na acção permanente e coerente do colectivo partidário, na unidade dos democratas e patriotas, os elementos fundamentais para a construção da alternativa patriótica e de esquerda indissociável da luta pela democracia avançada com os valores de Abril no futuro de Portugal, o socialismo e o comunismo.

Valores e objectivos de luta que sendo parte integrante da nossa intervenção nas batalhas eleitorais enquanto grandes jornadas de intervenção política e de massas, possibilitam um grande contacto de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores e do povo, ganhando-os para o voto na CDU e para a luta que continua.

Partido fundador do regime democrático, o PCP ao contrário dos partidos da burguesia que veem nas eleições um fim em si mesmo, o PCP olha para elas como uma frente de luta, aproveitando o momento e as condições para esclarecer, e recolher os apoios e os votos para a luta que continua.

Todos sabemos que não é indiferente ter menos ou mais votos, ter menos ou mais deputados, porque cada voto, e cada deputado mais da CDU, conta na arrumação final das forças e é mais força que se dá à luta que travamos.

Por isso ao mesmo tempo que consideramos que as eleições, assumem uma importância que deve ser realçada, é necessário termos presente que os seus resultados medidos em votos e mandatos, não constituem, por si só, factores exclusivos de avaliação da influência do Partido, nem ajuízam da justeza da sua orientação e projecto.

No tempo próximo, a par do desenvolvimento da luta de massas, os trabalhadores e o povo vão ser chamados a eleger deputados para o Parlamento Europeu, para a Assembleia Legislativa Regional da Madeira, e para a Assembleia da República. Três actos eleitorais distintos, mas não separáveis no grau de exigência que coloca ao colectivo partidário com vista ao esclarecimento e mobilização popular para o voto na CDU.

Três exigentes batalhas políticas que, se realizam num quadro de uma brutal, e mistificada ofensiva que silencia o PCP, desvaloriza seu o papel decisivo na reposição e conquista de direitos e rendimentos durante os últimos três anos, oculta as suas posições contrárias ao prosseguimento da política de direita e as suas propostas e projecto portador da política alternativa necessária ao País.

Uma ofensiva que não começou hoje que tem tantos anos quantos anos tem o PCP, a única força que coloca como objectivo a liquidação do sistema capitalista, o fim da exploração do homem pelo homem.

Uma ofensiva que visando minar a unidade do Partido, bebe no anticomunismo, procura estimular o preconceito anticomunista, procura favorecer as forças que querem retomar o projecto de empobrecimento e declínio nacional, ao mesmo tempo que atribui ao PS avanços conquistados, que numa outra correlação de forças este não adoptaria.

É neste quadro em que, por um lado é necessário desenvolver a luta dos trabalhadores e do povo prosseguindo o caminho da defesa do que conquistámos e lutando por novos avanços, que precisamos de desenvolver uma ampla acção de esclarecimento e mobilização popular para o voto na CDU, demonstrando através do contacto directo, da conversa individual com os trabalhadores e o povo, da multiplicação de sessões, que perante os problemas resultantes de mais de quatro décadas de política que assolam o País, a questão crucial que está colocada para se alcançar um futuro de progresso e justiça social e de desenvolvimento soberano é o da concretização de uma política patriótica e de esquerda e da alternativa capaz de assegurar e que o voto na CDU é o garante mais sólido.

Todos sabemos, que as batalhas eleitorais são exigentes, que os meios e as condições que cada uma das forças dispõem são incomensuravelmente dispares. Por isso a nossa resposta reside na força da nossa organização e militância, no envolvimento e participação de muitos milhares de activistas da CDU e no esclarecimento directo dos trabalhadores e do povo.

Todos sabemos que, muito do que conseguirmos alcançar neste ciclo eleitoral vai depender de circunstâncias objectivas muitas das quais não determinamos.

Todos sabemos também que ao invés de outros o resultado eleitoral da CDU, é construído a pulso, ganhando e conquistando cada voto e que isso dependerá do empenhamento dos militantes do Partidos e dos activistas da CDU.

Vamos contactar com milhares de pessoas, vamos com confiança levar a mensagem de que com a luta e o voto dos trabalhadores e do povo reforçando a CDU, é possível prosseguir o caminho da recuperação de direitos e rendimentos e dar passos na ruptura com a política de direita e na construção da política alternativa

Sim, trata-se de um exigente trabalho, mas ele tem de ser olhado pelo conjunto do Partido, não como uma dificuldade, mas sim, com mais um momento e uma oportunidade para junto das massas desenvolver uma ampla campanha de esclarecimento, em torno da nossa proposta política, divulgando os valores e ideais pelos quais lutamos, alargando a convergência dos democratas e patriotas, reforçando o Partido trazendo para as suas fileiras muitos trabalhadores e democratas que nos tem acompanhado na luta por um País melhor.

Sim o reforço do Partido, é uma questão central, angular para o presente e o futuro da luta por melhores condições de vida e de trabalho, por um por um País mais desenvolvido, justo e soberano.

É com esta convicção e com muita confiança no Partido, na CDU, nos trabalhadores e no povo que vamos travar mais esta batalha, com a certeza que a luta continua.

Está pois nas mãos dos trabalhadores e do povo português, da sua acção, da sua luta e do seu voto, a decisão de romper com a política de direita e construir um Portugal com futuro.

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