Pergunta Escrita de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Elevadas taxas de desemprego e emigração jovem em Portugal

Segundo recentes informações do INE, desde 2011 a população activa com menos de 35 anos em Portugal perdeu 329 mil jovens, sendo que mais de 171 mil saiu do país, à procura de trabalho e melhores condições e vida.
Este facto – que não se pode desligar das politicas de austeridade impostas a Portugal desde a UE – tem consequências sociais, económicas e demográficas, que comprometem a capacidade de desenvolvimento de Portugal, a sustentabilidade dos serviços públicos, o potencial de crescimento e inovação do país. Tão pouco se desliga das elevadas taxas de desemprego jovem (oficialmente situado nos 24%) ou da elevada precarização das relações laborais (66% dos jovens têm empregos temporários).
Segundo a OIT, a resposta ao desemprego jovem na UE no período de programação 2014-2020 teria necessitado de um investimento de cerca de 21 mil milhões de euros, valor queos orçamentos da UE não refletiram.
Pergunto:
A Comissão pretende reforçar o orçamento dos instrumentos e mecanismos que contribuem para promover o emprego jovem, rejeitando de forma obrigatória o financiamento de vínculos precários (de que são exemplos o trabalho temporário ou os estágios)?
Existem (se sim, quais) ou está a Comissão a ponderar criar instrumentos que promovam o incentivo aos jovens trabalhadores de regressarem aos seus países de origem?

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