Declaração de voto de Miguel Viegas no Parlamento Europeu

Debate com Juha Sipilä, primeiro-ministro da Finlândia, sobre o Futuro da Europa

Quando se discute o aprofundamento da UEM e da União bancária, a possível fusão entre a Deutsche Bank e Commerzbank está hoje na ordem do dia. Esta fusão criaria um megagrupo bancário com cerca de 2 bilhões de euros em ativos, com uma posição cimeira no plano europeu. Vários analistas recordam que as duas instituições têm tido alguns anos difíceis. O Deutsche Bank, apresentou perdas entre 2015 e 2017 e o Commerzbank realizou uma reorganização de suas actividades através com uma forte redução da sua força de trabalho. Em suma, o baixo nível de fundos próprios de ambas as instituições deixa antever um cenário de alguma reserva. Esta fusão entre estas instituições vai acentuar o problema das grandes instituições financeiras com efeito sistémico que estiveram na base na intervenção pública após a crise financeira. Vai criar um excessivo poder de mercado, potenciando abusos de posição dominante com graves prejuízos para a economia. Em suma irá confirmar mais uma vez o papel do BCE e do Sistema Único de Supervisão como promotores activos da concentração bancária dentro da União Europeia.

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