Intervenção de Carlos Almeida, Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Braga, Apresentação da Candidatura da CDU aos Órgãos Municipais de Braga

«Braga precisa de uma CDU mais forte»

«Braga precisa de uma CDU mais forte»

Estimadas amigas,
Estimados amigos,
Queridas e queridos camaradas,
Companheiras e companheiros de lutas,

Hoje damos início a uma exigente caminhada. Pela frente temos muitos desafios e outras tantas batalhas políticas. Com os olhos postos nas próximas eleições autárquicas, afirmamos aqui a nossa disponibilidade para encarar de frente esses desafios e essas batalhas.

No entanto, deixem-me fazer uma ressalva: a nossa luta não começa aqui. A nossa luta vem de longe, é permanente e feita da acção diária por uma vida melhor para todos.

Com este acto público damos-lhe apenas continuidade, juntamos forças e apontamos objectivos para ultrapassar mais uma etapa.

Neste acto, é com um enorme orgulho e profundo sentido de responsabilidade que sou apresentado como o candidato da CDU à Presidência da Câmara Municipal de Braga.

Para além de mim, também a Carla é hoje apresentada. Como é confortante ter por perto gente séria, empenhada no trabalho e dedicada às mais belas causas.

Somos apenas dois dos muitos rostos que corporizam esta candidatura. São eles os primeiros candidatos das listas à Câmara e Assembleia Municipais. Vão em primeiro, não vão à frente, pois caminham lado a lado com todos que queiram integrar este projecto de esperança para Braga. Um projecto com provas dadas, de confiança e compromisso com os trabalhadores e o povo deste concelho.

Assumo este compromisso com os activistas da CDU, que em mim decidiram renovar a confiança para liderar a tarefa, consciente, no entanto, que este é também um compromisso com Braga e as suas gentes. Faço-o pela segunda vez, depois de em 2013, nos termos proposto a recuperar uma posição no executivo municipal. Conseguimo-lo com esforço, à nossa custa, com coerência, sem ajustes de discurso em função da ocasião, sem falsas promessas ou ilusões. Conseguimo-lo assumindo quem somos, o que defendemos e por onde queremos caminhar.

Valeu a pena. Valeu muito a pena.

Estão à vista de todos os resultados da nossa acção, apenas com um vereador num total de onze membros do executivo municipal. Um vereador sem pelouros atribuídos, sem funções executivas, sem assessoria ou outros apoios.

Em função disso, o reconhecimento da nossa acção e do nosso trabalho extravasa claramente aquilo a que se poderá chamar o campo de influência política da CDU. Frequentemente, chegam-nos mensagens de apoio e incentivo para que continuemos o nosso bom trabalho. Dizem que somos quem estuda, quem melhor se prepara, quem conhece a realidade no terreno, e por isso nos procuram. Afirmam que somos a mais firme oposição à coligação de direita na gestão municipal. Lamentam, não raras vezes, que não tenhamos mais força, mais eleitos. Como têm razão!

A propósito, deixem-me confidenciar-vos, uma conversa vou mantendo com diversos protagonistas. Depois de me agraciarem com o reconhecimento do trabalho feito durante o mandato, sou confrontado muitas vezes com a ideia de que, tendo sido positivo, não podemos ir mais longe. Estamos limitados na acção porque não conseguimos obter mais apoios. Dizem-me que pelo facto de ser uma candidatura da CDU não tem margem de crescimento significativo. Que, se assim não fosse, teríamos tudo para ganhar muita influência eleitoral.

Na verdade, onde eles vêem um problema eu vejo uma grande virtude. Estes candidatos são assim precisamente porque integram um projecto de trabalho, honestidade e competência. Um bom candidato só o é enquadrado numa boa equipa e num bom projecto.

O problema não está, pois claro, no colectivo que dá corpo a esta candidatura. Está, isso sim, no preconceito, nas ideias feitas, no desconhecimento dos verdadeiros valores deste projecto.

Não é teimosia nossa, nem sectarismo. É, na verdade, coerência, resistência às ilusões, aos caminhos fáceis, que tantas e tantas vezes deixam para trás o que mais importa: as ideias, os princípios e o compromisso com as populações.

Sectarismo é por em causa o apoio a uma candidatura, à qual se reconhece o maior valor, apenas porque não se consegue vencer estigmas.

Também esta é uma batalha pra enfrentar. Combater o preconceito, a manipulação, a desinformação. É tempo de baixar a guarda, quebrar barreiras, confiar na CDU. Demos provas de que vale a pena.

Com abertura, sensibilidade para aceitar diferenças, capacidade para reunir consensos, garanto-vos que também este desafio vamos resolver com êxito.
Braga precisa que o consigamos fazer.

Braga precisa de uma CDU mais forte, capaz de agregar todo o descontentamento que se faz sentir em resultado da governação da coligação PSD/CDS/PPM, que mais não fez senão iludir os cidadãos.

Aproveito para recordar o que, há quatro anos, precisamente na apresentação da nossa candidatura, manifestei sobre a candidatura da coligação de direita.
Dizia então: “aos eleitores que, por posicionamento ideológico, votam à esquerda, mas, iludidos com a possibilidade de derrota do PS, consideram arriscar o seu voto na direita, prestem atenção: não há política alternativa possível com aqueles que são cúmplices com o pior da gestão municipal e os principais responsáveis pela situação em que o país se encontra.”

Infelizmente, previmos com rigor o que veio a acontecer.

Efectivamente, nas eleições de 2013 os eleitores, muitos certamente que nunca haviam votado nas forças de direita, decidiram confiar na promessa de mudança oferecida pela coligação PSD/CDS/PPM, movidos pelo objectivo central que era o de castigar o PS pela sua governação de quase 4 décadas. Hoje comprova-se que do pouco que mudou, foi para pior.

Evidente fica também que não há só a espada e a parede. Há sempre outra via, uma alternativa em que vale a pena acreditar.

Agora é tempo de fazer balanços, de perguntar de que se serviu e a quem serviu colocar a direita no poder municipal em Braga.

Bem podem eles vir com as estatísticas que não conseguem apagar a realidade de um município em que as principais e mais básicas respostas estão por dar ou são manifestamente insuficientes.

A qualidade de vida das populações não se mede pela promoção de eventos em Braga, por mais apelativos que possam ser para muita gente. Para tudo, há um peso e uma medida.

A satisfação dos trabalhadores não se avalia pelo número de empresas que colocam “Braga no radar”. Os cidadãos precisam de emprego, emprego com direitos e salários justos. Exactamente aquilo que não oferecem as empresas a quem a Câmara de Braga decidiu atribuir o título de “embaixadores empresariais”, aos quais assentaria melhor o título de “embaixadores da precariedade”.

Os trabalhadores do universo municipal não precisam de uma festa anual, com ou sem animador de ocasião. Precisam de condições de trabalho dignas, de ver valorizado o seu trabalho e cumprido o fim das discriminações com a aplicação das 35 horas para todos, independentemente do vínculo.

Os cidadãos estão fartos de anúncios promissores e precisam de ver concretizadas medidas que melhorem efectivamente a sua qualidade de vida, precisam de quem olhe pelas questões do dia-a-dia, da falta de limpeza e do abandono do espaço público, do trânsito caótico em determinadas zonas, da falta de condições para circular em segurança a pé ou de bicicleta, da imensa falta que fazem parques e espaços verdes na cidade.

Os cidadãos não precisam dos protocolos com entidades privadas, nem devem estar sujeitos à caridadezinha da Câmara Municipal. Precisam, sim, de serviços públicos de qualidade, água e saneamento com tarifas mais baixas, transportes colectivos mais baratos e com maior segurança, conforto e abrangência.
Precisam de uma oferta cultural diversificada e oportunidades de participação e criação, de ter voz na transformação da sociedade.

Braga precisa de quem seja capaz de olhar para as pequenas e grandes necessidades da população, tratando todos por igual, com transparência, sem privilegiados, sem favorecimentos.

Braga tem na CDU a resposta que precisa. A comprová-lo tem estes últimos quatro anos de intenso trabalho de ligação às populações, dando voz aos problemas, denunciando as injustiças, apresentando propostas, mas tem também os exemplos do passado em que outros vereadores da CDU marcaram pela diferença, deixando marcas muito positivas do seu trabalho. A todos eles devemos o nosso reconhecimento, pois também eles são parte da experiência e conhecimento que a CDU hoje possui.

Tiveram um papel importante no passado, mas não ficaram para trás, continuam connosco, são parte activa deste colectivo e estou certo que com eles podemos continuar a contar.

É disto que somos feitos, do trabalho colectivo para servir os cidadãos, sem benefícios pessoais. Gente séria, disponível para trabalhar pelo bem de todos.
Estamos de braços abertos, dispostos a receber todos que connosco querem fazer esta caminhada, certamente dura, mas aliciante, porque é de uma mudança a sério que se trata. Juntem-se a esta candidatura, a verdadeira alternativa capaz de fazer frente à coligação de direita.

A mudança a sério é possível e só depende da acção de todos que a anseiam.

O “tempo novo” prometido constituiu a confirmação de uma fraude para muitos e uma desilusão para outros tantos, mas o momento não é de deitar a toalha ao chão. É tempo de castigar quem não cumpriu e valorizar quem o fez. É tempo de chamar os cidadãos à participação.

A mudança a sério só é possível com novos intervenientes, com mais força à CDU, reforçando a sua influência eleitoral e o número de eleitos nos órgãos municipais, abrindo caminho retirada de maioria absoluta à direita. Isso fará toda a diferença.

Daqui em diante, até ao dia das eleições, ouviremos novas e velhas promessas, tentando fazer esquecer o desastre que foi a governação durante estes quatro anos. Vai ser necessário esclarecer toda a gente, combater as campanhas de manipulação e desinformação.

Cá estaremos para fazer a nossa parte: informar, falar verdade, mobilizar, construir a verdadeira mudança.

Viva Braga!
Viva a CDU!

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