![]()
Aumento intercalar
As direcções dos sindicatos dos bancários têm, segundo as Listas Unitárias, a obrigação de apresentar às instituições de crédito uma revisão salarial intercalar que reponha a justiça social, visto que os bancos «têm largos milhões de contos de lucro» e estão há vários anos a «apropriar-se da produtividade dos bancários». Reclamando uma «melhoria do poder de compra» para os bancários, com um aumento mínimo de 7500 escudos (ou 3,5 por cento), as Listas Unitárias afirmam ainda, em comunicado aos trabalhadores, que os custos desta proposta representam pouco mais de um por cento, no total de mais de 400 milhões de contos de lucros arrecadados pelos banqueiros.
Bombeiros
A Câmara Municipal de Setúbal aprovou em sessão pública no dia 31 de Julho, com o voto do seu presidente e dos vereadores do PS e do PSD, a aposentação compulsiva de sapadores bombeiros galardoados por bom desempenho das suas funções ao serviço dos cidadãos, afirmando que estes «eram mais sindicalistas do que bombeiros». O STAL condenou a atitude do presidente Mata Cáceres, do PS e do PSD da Câmara Municipal de Setúbal, manifestando a sua total solidariedade para com os bombeiros «alvo desta acção ignóbil» e afirma que os «defenderá até às últimas consequências».
Odivelas
As «condições degradantes» em que os trabalhadores operários e auxiliares da Junta de Freguesia de Odivelas continuam a ser transportados foram criticadas pelo STAL. Em comunicado da direcção regional de Lisboa, o sindicato acusou na passada semana a Junta de não respeitar «os direitos, liberdades e garantias dos cerca de 150 trabalhadores incluindo, de forma particular, as condições de higiene, saúde e segurança no trabalho».
Dos problemas mais evidentes, o STAL refere ainda a entrega de serviços a entidades privadas, os atrasos na distribuição de fardamentos, atentados e pressões contra a liberdade sindical e o facto de a aplicação de um regulamento interno chocar com a intimidade dos trabalhadores.
Recheio
«Afinal, quem deve teme», comentou o CESP, depois de a administração
do Recheio ter faltado a uma reunião no Ministério do Trabalho,
onde o sindicato pretendia debater o desrespeito patronal de direitos reconhecidos
na lei e na contratação colectiva. A reunião de 2 de Agosto
foi convocada depois de fortes protestos dos sindicatos da CGTP, com destaque
para uma concentração realizada em Julho frente à sede
do Grupo Jerónimo Martins Retalho, de que faz parte a rede de supermercados
grossistas.![]()
«Avante!» Nș 1446 - 16.Agosto.2000