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Mulheres debatem
direito à igualdade
«A Luta pelo Direito das Mulheres à Igualdade sempre foi e é
uma componente inseparável da luta pela liberdade, democracia e o socialismo»,
foi o lema do debate que se realizou, na sexta-feira passada, no Salão
do Centro de Trabalho Vitória, com a participação de Georgette
Ferreira, Fernanda Mateus, Margarida Botelho e António Cordeiro e a presença
de cerca de 40 militantes e simpatizantes do Partido.
No
decurso deste debate, promovido pelo Executivo da Direcção da
Organização Regional de Lisboa, Georgette Ferreira falou da importância
da participação das mulheres na luta geral do povo português,
desde a formação do Partido até 1974, considerando que
«a abnegação e a coragem com que as mulheres participaram
nesta fase da luta foi determinante para o êxito das conquistas que o
povo português e em particular as mulheres alcançaram no 25 de
Abril».
Margarida Botelho, por sua vez, deu uma panorâmica da situação mais actual das mulheres, sobretudo das mais jovens. Hoje, disse, pressionadas como são pelos estereótipos vigentes neste modelo de sociedade - «boas profissionais, apresentáveis, boas donas de casa, mães exemplares e sempre sorridentes» - as mulheres são obrigadas a assumir o papel de «super-mulheres». Igualmente super-exploradas, elas precisam com urgência de conhecer a legislação - obrigando à sua aplicação - e de tomar consciência dos seus direitos, exercendo-os. Só assim poderão participar em igualdade seja na luta pelos seus direitos, seja na luta mais geral dos trabalhadores portugueses.
Responsabilizar mais
A seguir, Fernanda Mateus, focando algumas conclusões do XVI Congresso do PCP respeitantes às medidas necessárias para o envolvimento e responsabilização de mais mulheres na vida do Partido a todos os níveis, considerou ser esta a forma de o PCP, como Partido de classe, «reflectir cada vez mais os anseios e as reivindicações da população», já que as mulheres são 51% da população portuguesa. A dirigente comunista chamou a atenção para o facto de o PCP e a CDU terem as maiores percentagens de mulheres quer a nível autárquico quer na Assembleia da República em comparação a qualquer dos outros partidos, mas, tendo em conta que há ainda um «grande percurso a fazer» no reforço dessa participação, apontou a necessidade de cada comunista, mulher ou homem, e cada organismo «desenvolver todos os esforços para corporizar na sua acção as linhas orientadoras do PCP que preconizam a luta pela promoção dos Direitos das Mulheres e a sua emancipação como parte indissociável dos nossos objectivos de luta, a curto, médio e longo prazo».
Por fim, António Cordeiro, informando que a nível da Organização
Regional de Lisboa as mulheres representam 34% dos recrutamentos já efectuados
neste ano de 2001, sublinhou a necessidade de continuar a envolver neste esforço
toda a organização, de forma a atingir-se uma participação
mais satisfatória das mulheres na vida do Partido..![]()
«Avante!» Nº 1425 - 22.Março.2001