PCP


Reunião do Comité Central do PCP


Prosseguir a luta
Preparar as eleições


O Comité Central do PCP reuniu no dia 28, tendo procedido à avaliação da situação política e social e ao desenvolvimento da actividade do Partido.

Entre os temas que concitaram a atenção dos camaradas presentes, destaque para a preparação das eleições autárquicas e para o reforço do trabalho de direcção e de organização partidárias. Num dos intervalos da reuinão foram dadas a conhecer pelo Secretário-Geral do PCP, Carlos Carvalhas, em conferência de imprensa, algumas das linhas essenciais das matérias em debate.

No final dos trabalhos foi divulgado o Comunicado que faz a síntese desta reunião.



PCP reclama
aumento de três mil escudos das pensões

O aumento intercalar de três mil escudos para todas as pensões inferiores ao salário mínimo nacional, a entrar em vigor no próximo dia 1 de Julho, constitui uma das medidas reclamadas pelo PCP para minorar a difícil situação em que vivem os cidadãos com baixas reformas.
O anúncio foi feito pelo Secretário-Geral do PCP, Carlos Carvalhas, na conferência de imprensa convocada para dar a conhecer as principais matérias em debate na reunião do Comité Central. Nos fundamentos da proposta, segundo a explicação do dirigente comunista, está o facto as baixas reformas, a par do desemprego, serem reconhecidamente os "principais factores da pobreza em Portugal", a que acresce a circunstância de o baixo consumo ser simultaneamente um "factor de restrição do mercado interno".

A conjugação dos "mais altos níveis de pobreza e de analfabetismo" com os "mais baixos salários, reformas e prestações sociais" é responsável, aliás, no entender de Carvalhas, pela posição de Portugal no "pelotão da frente" - "este é que é infelizmente o pelotão da frente", sublinhou -, tornando por conseguinte este aumento irrecusável na medida em que "não há outra forma de atenuar a situação de pobreza de tantos pensionistas".

Trata-se ainda de uma medida "socialmente justa", assinalou, uma vez que o seu impacto será "tanto maior quanto mais degradadas forem as pensões", não podendo igualmente ignorar-se os seus efeitos positivos enquanto factor de estímulo ao consumo interno e à dinamização económica.

Entendendo que a concretização desta medida depende apenas da vontade política do Governo, Carvalhas frisou ainda que a situação financeira da Segurança Social "é boa", apesar das dívidas que é necessário cobrar, pelo que um "aumento intercalar, com a dimensão proposta, pode ser realizado sem sacrificar algum esforço de capitalização e sem necessidade de qualquer transferência suplementar por parte do Orçamento do Estado".