Intervenção de Paulo Raimundo, membro da Comissão Política do Comité Central, Encontro Nacional do PCP «Não ao declínio nacional. Soluções para o País»

Assegurar o presente e o futuro às novas gerações

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Muitos de nós crescemos com a certeza dos nossos pais que de que a nossa vida ia ser melhor que a deles, crescemos com esperança no futuro, uma esperança alicerçada na melhoria das condições de vida, no acesso à educação, à saúde, ao trabalho.

Uma esperança que apesar dos sucessivos golpes, tinha na revolução, seus valores e conquistas a sua razão funda.

Abril fez parte do nosso crescimento de forma tão natural como o ar que respiramos.

Uma esperança que se foi esfumando conforme que se ia impondo a alternância dos sucessivos governos, dos seus alternantes partidos, com a sua mesma política.

Emprego transformado em privilégio e a educação e saúde em negócio, segurança social apelidada de coisa longe do nosso alcance, direitos como coisa dos mais velhos e o País, o nosso país vendido ao retalho e transformado em rebuçado para os grandes senhores do capital.

Corte com as gerações anteriores, presente estrangulado, o futuro sem futuro à vista, eis o que nos tentam impor.

Mas apesar das dificuldades e das alterações profundas na sociedade, no seu caminho de exploração encontram pela frente os filhos de Abril, gerações que com as suas características e motivações próprias não querem abdicar do que é seu por direito.

Querem ser felizes, trabalhar no seu país e recuperar a esperança com que cresceram.

Não abdicam e lutam pelos seus direitos.

Uma luta e um movimento que tem de crescer e alargar, que precisa dos lutadores de hoje e de todos os que ao longo do tempo foram perdendo as forças. Um movimento pela alternativa que apela a todos e a cada um.

A todos os que foram obrigados a emigrar ou a voltar para casa dos seus pais, a todos os que contam os tostões para alimentar os seus filhos e que foram roubados no abono de família, a todos os que não sabem como pagar as contas e são despejados das suas casas, a todos quantos engrossam a humilhante lista do desemprego e que saltam da precariedade para o desemprego e do desemprego para o flagelo da precariedade.

A todos os que não conseguem fazer face ao dia a dia, nem muito menos deslumbrar o futuro para os seus filhos, a todos que por acção desta política, estão prestes a perder a esperança.

A todos esses dizemos, não desistam, engrossem movimento de luta pela alternativa, voltem que fazem falta, os vossos conhecimentos, as vossas capacidades, força e empenho são precisos para pôr o País a andar para a frente.

Não desistam e se são os principais interessados na produção nacional e no aumento dos salário; se são os que mais tem a ganhar com a defesa dos serviços públicos, com a reposição e reforço das prestações sociais roubadas; se são os que mais beneficiam coma criação de emprego e com a derrota da precariedade; se são os que mais interesse têm na recuperação da sua dignidade, autonomia e com a soberania do País; se são os principais visados da alternativa patriótica e de esquerda: sejam então os principais protagonistas, construtores e concretizadores deste caminho, destas soluções, desta alternativa.

Muitos são os que justamente querem soluções no imediato para resolver os seus graves problemas.

Mas a questão não é apenas a do tempo de resolução mas também que caminho a seguir e se não sabemos quanto tempo vamos levar, sabemos com certeza que o caminho que queremos, que é possível e precisamos de trilhar, é de sentido oposto ao que a troika nacional do PS, PSD e CDS nos tentam impor há 38 anos.

É por sabermos de experiência vivida o que a troika nacional nos tem para oferecer, que utilizando uma expressão tão badalada nos últimos anos afirmamos: “que se lixe o caminho da troika nacional, que se lixe a politica de direita e os seus protagonistas de há 38 anos”.

Queremos e vamos recuperar a esperança, precisamos e vamos recuperar Abril.

O momento não é o de constatar que estamos à rasca, o momento é o de agir e afirmar que há uma geração capaz e com a força necessária para tomar nas nossas mãos o seu destino e de levantar o País.

É difícil mas só depende de cada um.

Que cada um aja em função das suas necessidades e direitos, que cada um lute pelas soluções que correspondam aos seus anseios, e se o fizer, irá descobrir que a alternativa depende se si, da sua luta e também do seu voto.

Se o fizer sem preconceitos irá descobrir que o PCP é o Partido e a CDU a força eleitoral, que dão expressão às suas inquietações e propostas. Que aqui encontram a esperança, as soluções, os animadores incansáveis da construção da alternativa politica, aqui encontram gente séria, trabalhadora e honesta.
O presente e o futuro das novas gerações passa por uma política ao seu serviço e ao serviço do País, mas ninguém a fará por nós.

A concretização da política alternativa está acima de tudo nas nossas próprias mãos e na nossa luta. É com confiança nessa luta, na determinação, criatividade e força das novas gerações, que temos a certeza que mesmo sendo difícil, que isto vai, camaradas, isto vai...

Viva a JCP!
Viva o PCP!

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