Apoio às comunidades imigrantes é de sempre

Apoio às comunidades imigrantes é de sempre

Jerónimo de Sousa e vários candidatos da CDU pelo círculo eleitoral de Setúbal (desde logo os três primeiros, Francisco Lopes, Paula Santos e José Luís Ferreira) almoçaram no Vale da Amoreira, concelho da Moita, com imigrantes e activistas de associações de angolanos, cabo-verdianos, guineenses e moldavos, bem como da Frente Anti-Racista.

À volta de uma cachupa e ao som de canções cantadas em português de várias proveniências, recordou-se lutas travadas e vitórias alcançadas e pôs-se a conversa em dia, pois como afirmou Zoraima Prado – que cresceu ali, no «vale» – «a CDU está aqui todos os dias» e leva os problemas do bairro aos vários órgãos em que tem representantes. No almoço estiveram presentes, também, os presidentes da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, Nuno Cavaco, e da Câmara Municipal Rui Garcia.

A primeira oradora da tarde foi a candidata Margarida Teixeira, independente, imigrante e activista da Associação dos Angolanos Residentes a Sul do Tejo. Realçando que as mulheres imigrantes sofrem uma «dupla discriminação», a candidata referiu-se aos importantes avanços alcançados nos últimos anos, lembrando que sem a acção determinante das forças que compõem a CDU não teriam sido possíveis. Os imigrantes, apelou, devem ter uma mais intensa participação na vida política, pois só assim será possível combater eficazmente o racismo e o estereótipo cultural e étnico.

Jerónimo de Sousa, após realçar que no distrito de Setúbal vivem «mais de 40 mil imigrantes», valorizou o«importante trabalho» da CDU no apoio e inserção destas comunidades, «respeitando as suas características e as suas raízes culturais». Esta intervenção, garantiu, «não é de hoje nem dos últimos quatro anos, mas tem sido uma constante», combatendo as «mais sofisticadas formas de exploração e desrespeito pelos direitos laborais e sociais dos imigrantes e as diversas formas de discriminação, racismo e xenofobia».

A aprovação recente, por PS, PSD e CDS, de legislação laboral que alarga a precariedade, afecta de forma particular os trabalhadores imigrantes, pois, «como se sabe, são em muitos casos os mais desprotegidos», denunciou Jerónimo de Sousa, contrapondo o que a CDU alcançou, em sentido contrário: a aprovação do projeto-lei que visa a regularização de imigrantes sem documentos legais, desde que tenham meios de subsistência através do exercício de uma actividade profissional, ou em qualquer caso, desde que vivam em permanência em Portugal desde Julho de 2015; os aumentos do salário mínimo, das reformas e pensões e do abono de família, a gratuitidade dos livros escolares, a diminuição do preço dos passes sociais, são algumas das enunciadas.

Tal como fez nestes anos, sem porém o conseguir concretizar, a CDU continuará a bater-se pela simplificação e desburocratização dos processos de regularização e de outros serviços, por medidas mais eficazes no combate aos «traficantes de mão-de-obra imigrante, aos patrões sem escrúpulos e às redes de tráfico de pessoas» e pela ratificação, por parte de Portugal, da Convenção Internacional da ONU, facilitando o direito ao reagrupamento familiar.

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