| Classificações da Corrida da Festa
Jerónimo de Sousa Ao intervir no comício
de encerramento da Festa do «Avante!», o Secretário-Geral
do PCP, depois de saudar «todos os homens, mulheres e jovens,
com diversos saberes e experiências» que ergueram a Festa,
passou em revista a situação internacional rearfimando
que «o PCP continuará a lutar por uma política digna
do Portugal de Abril, uma política patriótica, de independência
nacional, de relações de amizade e cooperação
diversificadas com todos os povos do mundo. Continuará a lutar
contra o envolvimento de Portugal na estratégia agressiva e expansionista
do imperialismo, quer se trate dos EUA, da NATO ou da União Europeia».
No âmbito nacional, Jerónimo de Sousa criticando a política
de obsessão pelo défice, denunciou a anunciada intenção
do Governo de «continuar a privatização e desmantelamento
do Estado e o ataque aos direitos dos trabalhadores da Administração
Pública» e anunciou algumas das propostas do PCP designadamente:
«a valorização das prestações sociais,
seja das pensões mínimas, seja das restantes prestações
sociais; o aumento dos salários dos trabalhadores da Função
Pública; o fim do regime de isenção de off-shore
da Madeira e dos benefícios fiscais às privatizações,
à especulação bolsista e imobiliária».
O Secretário-Geral do PCP apelou ainda à mobilização
para a batalha das autárquicas, apresentada como «a nossa
prioridade mais próxima e na qual nos devemos empenhar decididamente»
e salientou a importância das eleições para a Presidência
da República.
Jerónimo de Sousa na abertura
da Festa do “Avante! Na intervenção de abertura
da Festa do “Avante!”, o Secretário-geral do PCP
dirigiu uma «calorosa e justa saudação» aos
construtores da Festa, salientando que «esta obra fascinante só
é possível pelo Partido que temos e pelo Partido que somos,
que não sendo obra perfeita ele reflecte a forma como os comunistas
se posicionam na vida e na política, expressam as suas responsabilidades,
convicções e compromissos perante os trabalhadores, o
povo e o país, a sua compreensão e abertura aos problemas
e desafios que hoje atravessam a sociedade». Jerónimo de
Sousa depois de criticar a direita e o PS pela «aprovação
duma lei de ingerência na vida dos partidos, numa falsa e hipócrita
postura de moralização dos financiamentos aos Partidos»,
aprovando «também uma lei onde, para além de distribuírem
entre si a parte de leão das verbas que saem do Orçamento
do Estado, incluíram normas que directa ou indirectamente visam
condicionar as receitas da Festa do “Avante!”», reafirmou
a independência do PCP «face ao capital e aos senhores do
dinheiro».
18 de Agosto de 2005 21 de Julho
de 2005 SOM
MÓVEL - PROMOÇÃO FESTA DO AVANTE!
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Nestes três dias da Festa do Avante
– obra dos comunistas, A Festa também é Trabalho Voluntário... As jornadas de trabalho têm início, normalmente no mês de Junho, repetindo-se todos os fins-de-semana, feriados e fins de tarde até as portas abrirem aos visitantes. Contudo, muitos camaradas passam praticamente todo o Verão a trabalhar na Atalaia, outros dedicam-lhe as férias ou parte delas. A juventude é uma presença constante na fase de construção. Por isso, mesmo antes da Festa abrir, esta já é a Festa da juventude. Ao todo e por alto, são contabilizadas mais ou menos quatro mil participações nas jornadas, estimando-se que sejam efectuadas mais de 20 mil horas de trabalho voluntário, gastas a erguer, decorar e equipar os cerca de 22 mil metros quadrados de área construída. Nos dias da Festa, o funcionamento dos diferentes pavilhões, bares e restaurantes é assegurado por mais de 12 mil voluntários. O trabalho é uma festa! Há muitos, que há anos, guardam dias das férias ou fins de semana no Verão para não faltarem, na Atalaia, às tarefas de construção da Festa. Mas há também os que vão pela primeira vez ajudar a construí-la. E têm a surpresa de conhecerem o belo terreno da Atalaia, com Tejo em frente e Lisboa do outro lado, de verem a Festa crescer, semana a semana. Chegam geralmente em grupos. Inscrevem-se de manhã, cedinho, para as tarefas que vão sendo destinadas. Ainda se arranja tempo para um café ou mesmo para o pequeno almoço. E depois novos grupos se formam para atacar as várias frentes de trabalho. Horas de almoço - o refeitório já o têm preparado. Mas há quem leve farnel e escolha uma boa sombra. E há também os camaradas e os amigos que cumprem a tradição saborosa de confeccionarem refeições. Eleva-se no ar o fumo das braseiras e o cheiro das sardinhas ou das febras. A paisagem vai-se modificando à medida que finda Julho e Agosto aí vem. Já muitas estruturas se erguem, mas a relva bem tratada, a prometer mais frescura nos três dias de Setembro, é ainda o que chama mais a atenção do visitante. O terreno está melhor e uma cuidada atenção dos diferentes pisos deixa esperar maior facilidade nas longas caminhadas que todos fazemos porque não queremos perder pitada do que se vai passar na Festa. Mas há ainda muito trabalho a fazer.
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