Jon Luz
Companheiro de Malaquias Costa, Canhota, Eugene Lima, Manecas Matos, Ana Firmino, Manuel Novas, entre outros, nas Noites Caboverdianas, integra aos 23 anos a companhia Clara Andrematt, com quem colabora em «Uma História da dúvida» e «Dan – dau». Em paralelo com o universo da dança contemporânea acompanhou várias vozes de Cabo Verde residentes em Portugal como Maria Alice, Ildo Lobo, Titina, Lura e Titto Paris. Actualmente integra a banda de João Afonso. Jon Luz procura assim uma abordagem diferente no seu processo musical e artístico, iniciado há nove anos em Cabo Verde, de onde emigra à procura de outros sons; uma viagem musical e performativa pelo seu mundo de destinos valiosos e fugídios. Destinos simétricos onde a prova é simples – cantar com guarnição e simplesmente cantar... «Morna Sanjon» é um projecto que alberga os olhares de saudade que vagueiam por aí uma saudade diferente, uma saudade que não existe em si próprio, uma saudade de todos os olhos, uma saudade que nem todos sentem... Morna Sanjón é um concerto de convergência orgânica do afro-ritmo cru e da musicalidade orgástica tradicional caboverdiana com uma masterização quotidiana. Jon Luz nasceu em Santo Antão, Cabo Verde, 1975. Autodidacta. Começou a sua aprendizagem com violão e cavaquinho aos 14 anos nas serenatas de S. Vicente. A partir dos 16 anos integrou várias bandas existentes na ilha como vocalista e instrumentista tais como a Banda do Liceu Ludjero Lima, Mike Lima, etc, tendo participado em vários festivais de várias ilhas. Mais tarde começou a acompanhar outros artistas pelas noites caboverdianas como Malaquias Costa, Canhota, Eugene Lima, Manecas Matos, Ana Firmino, Manuel de Novas entre outros. Simultaneamente colaborava com o Luís de Matos no programa «Aos Pares» da televisão nacional como músico residente. Aos 19 anos, com o músico Zé Paiva fundou o grupo musical «Serenata» através do qual obteve o seu primeiro contacto exterior, neste caso para Portugal: Coimbra, Oeiras e Évora. Serenata obteve o segundo lugar na primeira feira cultural de Cabo Verde. Durante esse período integrou grupos de outros artistas como Luís Morais, Chico Serra,Voginha, Tei, Tolas, entre outras. Acompanhou Titina, Djosinha, Zenaida Chantre, Celina Pereira, Gardênia, Vlú, Boy G, Jorge Sousa, Fernando Queijas, entre outros. Aos 22 anos fez um dueto com o Djene e mais tarde, em trio, com o Trey. Aos 23 anos integra a companhia portuguesa de Clara Andermatt e reside em Portugal para fazer parte do elenco do projecto de dança contemporânea «Uma História da dúvida»; neste elenco colaborou com nomes da música Caboverdiana – Pantera, Voginha, Kabum e Malaquias – com estreia em Lisboa no CCB, no âmbito da Expo 98 (direcção musical de João Lucas). Com o mesmo projecto fez uma tournée de dois anos pela Europa, Brasil, América do Norte, Canadá e Cabo Verde. Ainda com a Companhia Clara Andermatt é intérprete e co-criado no concerto encenado «Dan Dau» com apresentação por todo o Portugal e pelo resto da Europa. Simultaneamente colaborou com a coreógrafa Amália Bentes na composição das bandas sonoras das peças «Fabrico próprio» 01 e de «Mascarhome» 98 (onde tocava ao vivo), percorrendo todo o Portugal e vários festivais no Brasil, nomeadamente em Santos e S. Paulo. Tocou ao vivo no projecto de improvisação «Live» com Peter Michael Dietz – Loulé 2000 e com Amélia Bentes - Porto 2001. Em 2000 integrou a banda de Tito Paris e acompanhou Sara Tavares, Gil do Carmo, Filipa Pais, entre outros... Em 2001 fundou o Trio «Pontche» e inicia uma tournée pelo país.
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