O Tempo e o Fado
Maria Amélia Proença/ Carla Pires/ António Zambujo/ Helder Moutinho/Marco Rodrigues

Este espectáculo integra 5 fadistas acompanhados por guitarra portuguesa, viola e contrabaixo e nele se conjugam a tradição e a experiência com a juventude e as novas tendências.

Maria Amélia Proença é reconhecida como uma das mais representativas vozes do fado tradicional;

Helder Moutinho, consagrado fadista, produtor e compositor assumindo a tradição e a modernidade do fado;

Dos palcos do musical «Amália» vieram António Zambujo e Carla Pires. Ele, que possui uma das mais bonitas vozes masculinas da actualidade, faz questão de ligar o fado às sonoridades seu Alentejo; ela procura desvendar caminhos que o fado percorreu e conjuntamente com Marco Rodrigues, uma nova esperança do fado, desvendam numa magnífica interpretação temas de autores lusófonos dando corpo a um projecto que através das diversas interpretações conta histórias de um fado evoluindo no tempo.

Carla Pires

É uma jovem fadista com uma voz segura e bem timbrada. Iniciou a carreira de artista após ter participado na 1ª Série do Programa Chuva de Estrelas em Setembro de 1993. Grava diversas bandas sonoras para telenovelas portuguesas «Roseira Brava», «Primeiro Amor», «Ana e os Sete». Em Setembro de 1996, representando Portugal, obtém o 1º lugar no Festival de Salónica (Grécia) com o tema «Canção do Vento e da terra». Canta regularmente no Clube do Fado e em 2002 grava com o quinteto Amália o CD «O fado em concerto» O seu primeiro CD a solo é gravado para a Ocarina. Com um percurso como actriz e cantora em telenovelas, Carla Pires fez parte do elenco do musical Amália, onde interpretou o papel de Amália quando jovem. Em 2004, após ter terminado a sua participação no Musical Amália, actuou na Festa do Avante e em Dezembro apresentou-se para uma platéia de 2000 jovens no Purcell Room Encontro Taizé em Lisboa obtendo um retumbante êxito. Em 2005 teve concertos por todo o país, bem como no Japão, Itália, França e Espanha.

Maria Amélia Proença
Maria Amélia Proença é a última diva do fado, representante da chamada «geração de cantores do fado tradicional». Iniciou-se no fado com a idade de oito anos, em Lisboa, participando nas chamadas «verbenas», tardes populares onde jovens cantores amadores experimentavam a sua arte. Foi aí descoberta e, mais tarde, contratada para cantar em casas de fado, entre as quais Sr. Vinho, Luso, Faia, Taverna do Embuçado. Nesta condição actuou ao lado de Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Tristão da Silva, Fernando Farinha e Carlos do Carmo.

Na década de setenta o seu nome tornar-se-ia igualmente conhecido no estrangeiro, após estadias prolongadas em Macau, Singapura, Malásia e Japão. Actuou na Alemanha, Holanda França, Angola e Cabo Verde e fez digressões várias no estrangeiro, cantando em salas de prestígio como o Concertgebouw de Amesterdão, onde foi acompanhada pelo Nederlanders Blazers Ensemble no concerto do Ano Novo em 2002, visto em directo por mais de um milhão de telespectadores. Em 2004, participou no Festival do Fado – CCB de Lisboa e actuou em três concertos na Grécia integrados numa homenagem a Amália Rodrigues.

António Zambujo
Nasceu em Beja há 28 anos e desde cedo encontrou no fado uma vibração comum ao cante alentejano. Entre famílias e amigos foi cantando e aos dezasseis anos ganhava um concurso de fado, estudando ainda na Academia de Musica de Beja. Em Lisboa apresentou-se por variadíssimas vezes no Clube do Fado (espaço gerido pelo guitarrista Mário Pacheco), altura em que fez as audições para o musical Amália de Filipe La Féria e no qual acabou por interpretar o primeiro marido de Amália Rodrigues, papel que lhe valeu um grande carinho do público. Com o encenador, António Zambujo, confessa ter aprendido a disciplina que muitas vezes falta aos cantores do Fado. Dono de uma voz pouco comum nos meios fadistas, António Zambujo, será sem dúvida uma referência a considerar no futuro quando se falar de fado no masculino. Grava o seu primeiro disco «O mesmo fado» em 2002 e em Maio de 2004 grava «Por meu Cante» para a Ocarina, onde se cruzam as influências do seu Alentejo natal com novas abordagens do fado tradicional.

Internacionalmente, António Zambujo já cantou em Toronto, Vancouver, Londres, Paris, Sarajevo.

Helder Moutinho
Nasce em Oeiras em 1969. Da sua família de tradição manifestamente fadista, ganha não apenas o gosto natural pelo fado, acompanhando-os desde sempre e convivendo nos meios mais tradicionais deste género musical, mas acima de tudo a sede de cantar e assim tomar parte deste universo tão apaixonante. Começou por cantar apenas para amigos, mas em 1994 é convidado a integrar o elenco de uma casa de fados no Bairro Alto. Nesse mesmo ano participa no projecto Fados da Mãe de Água, organizado pela Capital Européia da Cultura 94. Desde então tem participado em inúmeros espectáculos em Portugal e no estrangeiro. O primeiro trabalho de Helder Moutinho «Sete fados e alguns cantos», editado em 1999 pela Ocarina foi destaque da Revista Strictly Mundial (Feira Internacional da World Music). A Ocarina editou também, no final de 2004, o segundo CD do artista «Luz de Lisboa» que inclui fados tradicionais e temas originais de sua autoria.

Marco Rodrigues
Marco Rodrigues nasceu em Lisboa o que explica a ligação profunda que o une ao fado. Iniciou a sua carreira em 1989 como vocalista de uma banda que interpretava vários estilos musicais. Venceu a grande noite do fado no Coliseu de Lisboa em 1999 e em 2004 venceu o prémio do projecto «Alarga a tua vida», patrocinado pela Alcatel, na categoria «Fado». Apesar de jovem, Marco Rodrigues possui já um grande traquejo como fadista, adquirido nas tertúlias e nas casas de fado. Artista residente no «Café Luso» tem feito concertos em Espanha, França, Suíça entre outros. Dono de uma grande voz acabou de gravar o seu disco de estreia, quase todo de originais, que será editado este ano pela Ocarina.