Brigada Victor Jara
com convidados:
António Pinto (guitarra portuguesa), Tomás Pimentel (sopros), Cristina Branco (voz) e Janita Salomé (voz)

 

Quanto tempo é trinta anos? Quantos quilómetros, quantos palcos? Quantos ouvidos, quantas rodas de dançar, quantos refrões nas vozes de muita gente?

30 anos – um pretexto afinal para fazer o balanço, o ritual de pôr o contador a zeros como se fosse possível fazer de um dia «o primeiro do resto de uma vida» Trinta anos – muita gente desde a primeira Brigada Victor Jara, nova como o país que ali nascia sob as nossas mãos. O Seabra, o Zé Maria, o Amílcar, a Né, o Jorge, o Caixeiro, o Gouveia Monteiro, o João, poucos nomes dos muitos que lhe tomariam as vozes, os instrumentos e as cantigas. E o ideal.

Quanto tempo é trinta anos? Quantas cantigas, quantas melodias a saber a serões de partilha, quantos retratos sonoros transpostos para estes dias? Quantos viras, quantas murinheiras, quantos embalos, quantas folias, quantas chulas, quantos fados, quantas saudades?

Quanto tempo é trinta anos? Muito tempo na vida da gente. Porém um instante, apenas, na vida de uma cantiga.