Blasted Mechanism
Inventados em 1995, os Blasted Mechanism cedo se assumiram como uma banda diferente de todas as que habitam o espectáculo musical português – a música era (como ainda é) o veículo primário, mas imagem, atitude, talento e o marcar de uma posição seriam sempre os predicados favoritos de um projecto artístico que definem como música do mundo tocada por seres de outro mundo. A imagem forte e extravagante, o conceito artístico e musical vincado e a proximidade ideológica com a vasta cultura oriental foram fundidas num caldeirão que atraiu e fidelizou públicos que elegem os Blasted Mechanism como um dos mais relevantes projectos musicais portugueses. Neste ano de 2005 chega o prometido terceiro trabalho dos Blasted Mechanism, quando se assinala uma década de existência de um dos mais marcantes projectos que já pisou os palcos portugueses. Após a edição de «Namaste» e do Buzz que provocou, qual o caminho a tomar pelos Blasted Mechanism? A resposta poderá ser encontrada em «Avatara», o novel mundo dos Blasted Mechanism, a quarta geração de uma linhagem que não pára de evoluir rumo a um conhecimento “que se quer Supremo”. Em «Avatara» encontram-se imagens do Mundo - gentes, cores e odores. Em «Avatara encontra-se aquilo que aproxima os Blasted Mechanism de todos os povos do mundo – a espiritualidade. É também em «Avatara» que encontramos «Blasted Empire» - o single de apresentação daquele que pode ser considerado o trabalho que elevou definitivamente os Blasted Mechanism. Em «Blasted Empire» encontramos ritmos frenéticos, linhas de baixo espessas, bambulecos, didjiridoos, acoustic sitar e percussão quase brusca. «Blasted Empire» é voz ritmada e impetuosa escorada em palavras ágeis. «Blasted Empire» é a essência de uma década, transformada em resenha musical – numa composição, os Blasted Mechanism registam o império artístico que construiram em 10 anos. «Blasted Empire» é o bilhete de identidade dos Blasted Mechanismo, impresso numa carreira que se impõe sem reservas. «Blasted Empire» é um apelo ao movimento corporal amplificado e vulgarmente conhecido como dança. E ao olhar para trás, uma segunda questão surge: o que esperar de uma banda que mescla a música tradicional do mundo com Rock, electrónica, dialectos e instrumentos exclusivos? A resposta é: tudo!
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