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Nestes três dias da Festa do Avante –
obra dos comunistas,
festa do PCP, grande festa que a juventude fez sua,
festa aberta a todos, que a todos acolhe e respeita
e em que todos podem encontrar algo que os enriqueça
– voltaram a brilhar, de forma sempre renovada,
as grandes componentes da sua singular identidade e do seu merecido
êxito: o lugar destacado da arte e da cultura
e do seu amplo encontro com o povo; o ambiente caloroso,
tolerante e fraterno; o valor do trabalho humano e do papel dos
trabalhadores, da solidariedade e do esforço colectivo;
a informação e o debate sobre as grandes questões
do nosso país, do nosso mundo e do nosso tempo; a participação
massiva da juventude afirmando a sua própria maneira de ser,
de estar
e de viver; os ideais, o património histórico e o
projecto de futuro que os comunistas portugueses empunham e que
têm o seu símbolo maior na sempre insubmissa bandeira
vermelha que ondula no ponto mais alto da Atalaia.
A Festa também é Trabalho Voluntário...
As jornadas de trabalho têm início,
normalmente no mês de Junho, repetindo-se todos os fins-de-semana,
feriados e fins de tarde até as portas abrirem aos visitantes.
Contudo, muitos camaradas passam praticamente todo
o Verão a trabalhar na Atalaia, outros dedicam-lhe as férias
ou parte delas.
A juventude é uma presença constante
na fase de construção. Por isso, mesmo antes da Festa
abrir, esta já é a Festa da juventude.
Ao todo e por alto, são contabilizadas mais
ou menos quatro mil participações nas jornadas, estimando-se
que sejam efectuadas mais de 20 mil horas de trabalho voluntário,
gastas a erguer, decorar e equipar os cerca de 22 mil metros quadrados
de área construída.
Nos dias da Festa, o funcionamento dos diferentes
pavilhões, bares e restaurantes é assegurado por mais
de 12 mil voluntários.
O trabalho é uma festa! Há muitos,
que há anos, guardam dias das férias ou fins de semana
no Verão para não faltarem, na Atalaia, às
tarefas de construção da Festa. Mas há também
os que vão pela primeira vez ajudar a construí-la.
E têm a surpresa de conhecerem o belo terreno
da Atalaia, com Tejo em frente e Lisboa do outro lado, de verem
a Festa crescer, semana a semana. Chegam geralmente em grupos. Inscrevem-se
de manhã, cedinho, para as tarefas que vão sendo destinadas.
Ainda se arranja tempo para um café ou mesmo para o pequeno
almoço. E depois novos grupos se formam para atacar as várias
frentes de trabalho.
Horas de almoço - o refeitório já
o têm preparado. Mas há quem leve farnel e escolha
uma boa sombra. E há também os camaradas e os amigos
que cumprem a tradição saborosa de confeccionarem
refeições. Eleva-se no ar o fumo das braseiras e o
cheiro das sardinhas ou das febras.
A paisagem vai-se modificando à medida que
finda Julho e Agosto aí vem. Já muitas estruturas
se erguem, mas a relva bem tratada, a prometer mais frescura nos
três dias de Setembro, é ainda o que chama mais a atenção
do visitante.
O terreno está melhor e uma cuidada atenção
dos diferentes pisos deixa esperar maior facilidade nas longas caminhadas
que todos fazemos porque não queremos perder pitada do que
se vai passar na Festa.
Mas há ainda muito trabalho a fazer.
Que tal programar desde já uma ajuda no próximo fim
de semana? |