| O Pavilhão Central, no espaço central,
é como sempre o lugar privilegiado para a realização
de iniciativas político-culturais. É aqui que se realizam
as mais significativas exposições, para além de ser
palco da Bienal de Artes Plásticas, que contempla diferentes modalidades,
técnicas e expressões estéticas das artes plásticas.

«Que Viva Abril, Sempre!»
será o lema de uma das grandes exposições
do Pavilhão Central da Festa. A mostra estará dividida em
quatro espaços: o fascismo em Portugal; a resistência antifascista
(onde se reproduzirá o ambiente de uma tipografia clandestina);
o 25 de Abril e as conquistas da Revolução; os ataques dos
sucessivos governos às conquistas de Abril.
Exposição fotográfica
«30 momentos de Abril»
Uma exposição fotográfica, intitulada “30
Momentos de Abril”, permite apreciar, no Pavilhão
Central, importantes trabalhos do destacado fotógrafo Júlio
Diniz. Júlio Pereira Diniz nasceu em Almada em 1925.
Integrou a equipa da Filmarte desde a sua inauguração, em
1949, aí permanecendo até ao fim da sua actividade, tendo
sido mestre de inúmeros aprendizes e colaborador de algumas publicações
periódicas, entre elas O Diário de Lisboa, O Século,
República, A Bola, a revista Stadium e, após o 25 de Abril,
o jornal Avante! e O Diário. Paralelamente trabalhou e partilhou
experiências com conceituados fotógrafos como o mestre António
Paixão, o fotógrafo de cinema João Martins, Eduardo
Gageiro, Gerard Castelo Lopes, Artur Pastor e Augusto Cabrita.
Do espólio fotográfico de Júlio Diniz fazem parte
trabalhos com um implícito sentido humano da realidade envolvente
profundamente marcado por princípios de igualdade e justiça
social, a par com uma técnica construída fora do meio erudito,
enriquecida na experiência e apurada ao longo de mais de cinquenta
anos de carreira.
ESPAÇO
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Fome: Passado, Presente e Futuro
“Pelo Pão e pela Paz”
O
espaço da Ciência e Tecnologia situa-se, tal como tem acontecido
nos últimos anos, no Pavilhão Central da Festa do Avante!.
O tema escolhido para este ano é Fome: Passado, Presente
e Futuro, com o lema Pelo Pão e pela Paz!.
Pretende-se, assim, que o visitante embarque numa viagem que se inicia
numa retrospectiva sobre as fomes na história,
suas causas e consequências, e o seu reflexo nas artes e na religião.
Dando particular atenção ao nosso País, analisa-se
o passado recente, as políticas agrícolas do fascismo e
as suas consequências, a Revolução de Abril e o enorme
significado político, económico e social do processo da
Reforma Agrária. Reflecte-se, posteriormente, sobre a actualidade,
o que é a fome e a alimentação nos diversos cantos
do mundo, o aumento da exploração e o agravamento das desigualdades,
o papel das multinacionais, a degradação dos solos e a desertificação,
os novos fenómenos de exclusão e a utilização
da fome como arma política. Desenhando o futuro, tenta-se descodificar
o que serão os novos problemas e os novos caminhos que se avizinham,
abordando tópicos como a agricultura biológica, os transgénicos,
a biodiversidade e as reservas naturais.
O tronco central desta Exposição
vai para além da vertente informativa. A Exposição
integrará uma Área Lúdica, que permite
aos visitantes a realização de experiências e demonstrações;
terá um espaço de Apoio Documental, com informações
várias, divulgação de publicações,
sítios na Net, bibliografia e filmografia; contará com Animação,
quadros de teatro, leitura de textos e poemas alusivos; haverá
ainda espaço para a colaboração das Escolas,
com a mostra de trabalhos alusivos ao tema realizados por estudantes do
ensino secundário. A informação, a dinâmica
e a interactividade são, portanto, linhas centrais de orientação
para uma visita a esta exposição.
Colóquios no Espaço Ciência
Vários temas de inegável importância e actualidade
preencherão durante os três dias da Festa o tempo de debate
reservado na programação do Espaço Ciência.
Assim, no sábado será visionado um filme sobre a problemática
dos deficientes a que se seguirá um debate Abordagens diferenciadas
sobre matérias tão distintas como as novas tecnologias da
informação ou os transgénicos, por exemplo, não
deixarão de constituir-se como estimulantes momentos de reflexão,
a partir de leituras que entroncam na perspectiva comum da luta emancipadora
dos povos contra a exploração e todas as formas de opressão.
Os temas propostos são os seguintes: «Agricultura Biológica
e Transgénicos»; «A Fome como Arma Política»;
«Alimentação e Saúde»; «Trabalhadores
das Novas Tecnologias da Informação: problemáticas
e sua organização» «Software livre: perspectivas
económicas e políticas»; «O outro lado da Internet:
como se tece a rede». (Programa
de Debates)
Espaço da Astronomia e das Experiências de Física
Junto ao lago situar-se-á o Espaço Astronomia
que este ano voltará a ser uma presença seguramente do agrado,
interesse e curiosidade dos visitantes na Festa do Avante!. Dinamizado
em colaboração com o Núcleo de Física do Instituto
Superior Técnico, com a Associação Helíades,
de Constância, e com o Prof. Máximo Ferreira, o Pavilhão
da Astronomia oferece aos visitantes a possibilidade de usar telescópios
e ver in loco objectos celestes impossíveis de detectar a olho
nu. As Observações, as Experiências de Física
e a habitual palestra do Prof. Máximo Ferreira são motivos
de sobra para qualquer entendido, interessado ou simplesmente curioso
na matéria visitar este Espaço.
Exposição Internacional de Cartoon
O humor de lutar
É
a crítica na ponta do lápis. No Pavilhão Central,
em colaboração com a Associação Humorgrafe,
está patente uma exposição internacional de cartoon,
que tem por tema A Luta dos Trabalhadores: a luta contra
o capital, a luta contra a exploração, quadros da denúncia
e da resistência.
Para reflectir, com o humor, a sátira ou a ironia, com seriedade
crítica, sobre a posição dos trabalhadores e do proletariado
na sociedade contemporânea, através da visão de artistas
de vários continentes e de diversas formações culturais
e sociais.
Num momento em que alguns ainda insistem na ideia de que existe um vazio
ou um desinteresse pelas ideologias e em que o politicamente correcto
infecta a sociedade, a Festa dá mais um espaço nobre à
irreverência, ao olhar crítico, ao humor com inteligência
combativa. A quem quiser levar a exposição para casa, sua
ou de outrem, recomenda-se que adquira, o catálogo
com as obras que estão à vista na Atalaia.
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