Acção do PCP «Renegociar a Dívida. Defender o povo e o País»

Acção do PCP «Renegociar a Dívida. Defender o povo e o País»

O PCP desenvolve amanhã por todo o País, acções de esclarecimento junto das populações sob o lema: "Renegociar a dívida. Defender o povo e o País". Esta acção decorre, três anos após a proposta do PCP de renegociação da dívida pública, quando PS, PSD e CDS se preparavam para chamar a troika. Na próxima quarta-feira, é discutido na Assembleia de República o Projecto de Resolução do PCP sobre esta matéria, pelo que esta é mais uma oportunidade de confrontar o PS, o PSD e o CDS com o rumo de desastre nacional que estão a impor a Portugal e apresentar a alternativa que o PCP propõe ao povo português.

No folheto a ser distribuído pode ler-se que nestes três anos chegámos a uma situação insustentável, com a dívida pública a agravar-se em 54 mil milhões de euros atingindo já 130% do PIB, e pagando, só em juros, mais de 7000 milhões de euros por ano. Um verdadeiro roubo ao povo português onde quanto mais se paga, mais se deve. Esta situação decorre do abandono do aparelho produtivo, das privatizações, da cedência às imposições da União Europeia (incluindo o Euro), a par de negócios escandalosos como os do BPN, do BPP, das chamadas parcerias público-privadas, dos contractos swap e de todo o conjunto de privilégios e recursos que são retirados ao Estado e entregues ao grande capital. Na verdade a dívida pública é hoje, para a banca, um dos negócios mais rentáveis.

Se a proposta que o PCP apresentou em 2011 tivesse sido aprovada, teria sido possível evitar ao País o rumo de desastre económico e social. Teria poupado o País ao maior período de recessão desde a II Guerra Mundial, a destruição de centenas de milhares de empregos, com cerca de 1 milhão e 400 mil desempregados e com níveis de emigração que só têm paralelo nos tempos do fascismo. Teria impedido que centenas de milhar de pessoas tivessem sido empurradas para a pobreza. Não renegociar a dívida, significa perpetuar a chamada “austeridade” pelas próximas décadas, é conduzir o povo à miséria para satisfazer os interesses dos mais ricos e poderosos.

O PCP aponta ainda os diversos pressupostos desta proposta de renegociação, um processo não para defender os credores, mas para defender os interesses do povo e do País e que é parte integrante da política patriótica e de esquerda de que o País precisa, devolvendo aos trabalhadores e ao povo os rendimentos que lhe foram roubados, dinamizando o investimento e a produção nacional.

Do folheto consta ainda um apelo para o voto na CDU no próximo dia 25 de Maio.

Das diversas acções a ter lugar destacamos:

Lisboa - Contacto com a população, no Cais do Sodré, às 8h30, com a presença de João Ferreira – 1º Candidato da CDU ao Parlamento Europeu, e Deputados à Assembleia da República

Porto - Contacto com a população, na Rua de Sta. Catarina, às 17h00, com a presença de Miguel Viegas, 3º Candidato da CDU ao Parlamento Europeu

Almada - Tribuna Pública, na Praça MFA, às 18h00, com a participação de Bruno Dias, Deputado do PCP à Assembleia da República